Dois americanos e um britânico vão dividir o Prêmio Nobel de Medicina. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (5) pela Academia Sueca. Os americanos... 2 americanos e 1 britânico vão dividir o Nobel de Medicina por pesquisas sobre hepatite tipo C

Dois americanos e um britânico vão dividir o Prêmio Nobel de Medicina.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (5) pela Academia Sueca.

Os americanos Harvey J. Alter, 85 anos, e Charles M. Rice, 68, e o britânico MIchael Houghton, foram premiados pela descoberta do vírus da hepatite C.

A doença, transmitida pelo sangue ou outros fluidos corporais, causa inflamação no fígado que pode se tornar crônica e causar câncer e levar à morte.

Ela é considerada um problema mundial de saúde e não tem vacina.

Por isso, a importância da descoberta do vírus.

Os cientistas vão dividir 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,3 milhões).

A entrega do Nobel será no dia 10 de dezembro, em Estocolmo, na Suécia, mas, por causa da pandemia, vai acontecer por meio virtual.

Nesta terça-feira (6), será anunciado o(s) ganhador (es) do Nobel de Física.

Dos cinco tipos de hepatite (A,B,C,D e E), apenas há três vacinas contra A, B e E, mas esta, desenvolvida e aprovada na China, não está disponível em outras partes do mundo.d

A hepatite do tipo D só pode infectar quem já tem o vírus da hepatite B.

Embora não haja vacina contra o tipo C , há tratamento e as taxas de cura são acima de 95%.

Na década de 1940, os cientistas descobriram que havia dois tipos de hepatite infecciosa: a do tipo A era transmitida por água ou alimento contaminados e os efeitos eram pequenos a longo prazo para o paciente.

O segundo tipo era mais grave. O contágio era transmitido pelo sangue e outros fluidos corporais.

Em 1960, o pesquisador americano Baruch Blumberg descobriu que uma forma deste tipo era causada pelo vírus da hepatite B. O trabalho lhe valeu o Nobel de Medicina de 1976.

Em 1989, foi descoberto o vírus da hepatite C, que também revelou a causa dos casos restantes de hepatite crônica. Novos exames de sangue e medicamentos foram desenvolvidos.

Os três cientistas laureados hoje estão ligados à descoberta de 1989.

O virologista americano Harvey J. Alter, do National Institute of Health (NIH), o Instituto Nacional da Saúde dos EUA, concluiu que um vírus desconhecido era uma causa comum de hepatite crônica ao analisar hepatite associada a transfusões de sangue.

O virologista britânico Michael Hougton, diretor do Instituto de Virologia Aplicada da Universidade de Alberta (Canadá), isolou o genoma do vírus da hepatite C.

Outro virologista, o americano Charles M. Rice, professor de virologia da Universidade Rockfeller (EUA), provou que o vírus da hepatite C podia, sozinho, causar a doença.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 70 milhões de pessoas contraem hepatite todos os anos.

A doença é causa de morte de 400 mil pessoas por ano.

As hepatites tipos B e C podem provocar câncer no fígado e muitas vezes o único tratamento é o transplante.

Estimativa de 2016 informou que cerca de 657 mil pessoas foram contaminadas pelo vírus da hepatite C no Brasil.

De acordo com o ministério da Saúde, entre 1999 e 2018, foram notificados 359.673 casos da doença.

Cerca de 80% dos infectados não sabem que tem o vírus porque é raro o surgimento de sintomas.

A maioria dos casos é de pessoas com mais de 40 anos que vivem, principalmente, nas regiões Sul e Sudeste.

As mais vulneráveis são pacientes que passaram por hemodiálise, presidiários, usuários de drogas ou que tenham o vírus HIV.

Equipe TV Democracia

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