Ter o presidente Jair Bolsonaro como cabo eleitoral foi uma péssima estratégia adotada por nove candidatos a prefeito, uma candidata à senadora e 35... 2 prefeitos e 10 vereadores se elegeram com apoio de Jair Bolsonaro

Ter o presidente Jair Bolsonaro como cabo eleitoral foi uma péssima estratégia adotada por nove candidatos a prefeito, uma candidata à senadora e 35 candidatos a vereador.

O fracasso mais evidente foi o apoio a Celso Russomano (Republicanos-SP), que ficou em 4º lugar no primeiro turno das eleições municipais em São Paulo.

Pela terceira vez seguida, Russomano largou na frente e fracassou na conquista de um cargo executivo.

Já Gustavo Nunes (PSL-MG) foi eleito prefeito de Ipatinga (MG) e o ex-governador do Piauí, Mão Santa (DEM-PI) ganhou a disputa em Parnaíba (PI).

Bolsonaro fez campanha para 45 vereadores em 27 cidades.

Apenas 10 se elegeram, 31 terminaram como suplentes e 4 não se elegeram.

Entre os eleitos, o filho Carlos (Republicanos-RJ), que se reelegeu vereador do Rio de Janeiro como o segundo mais votado, com 71 mil votos. O primeiro foi Tarcísio Motta (PSOL-RJ), com 86.243 votos.

Em 2016, “Carluxo” recebeu 106.657 votos.

O vereador mais votado do país foi Eduardo Suplicy (PT-SP), com 167 mil votos.

Entre os não eleitos, está a Wal do Açaí (Republicanos-RJ), que foi candidata a vereadora em Angra dos Reis (RJ). Mesmo com o nome “Wal Bolsonaro”, ela recebeu apenas 266 votos.

Em 2018, ela foi denunciada como funcionária fantasma ligada ao então deputado estadual Jair Bolsonaro.

O presidente também não emplacou a coronel Fernanda (Patriotas-MT) que disputou a vaga no Senado no Mato Grosso. O cargo estava vago depois da cassação de Selma Arruda, no ano passado.

Dois candidatos, Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) e o capitão Wagner (PROS-CE) vão disputar o segundo turno, respectivamente, no Rio de Janeiro e em Fortaleza.

Nesta segunda-feira (16), o vice-presidente Hamilton Mourão, que apoiou o nanico Levy Fidelix (PRTB-SP), candidato a prefeito de São Paulo que recebeu apenas 11.908 votos, minimizou a participação de Bolsonaro nas eleições municipais.

Em entrevista na chegada ao Palácio do Planalto, Mourão alegou que o presidente está sem partido e “não entrou de cabeça” na campanha.

“Não pode se debitar nada em relação ao presidente Bolsonaro porque ele não entrou de cabeça nessa eleição. Ele apoiou alguns candidatos aí, muito pouco, mas não tinha, você sabe que o presidente está sem partido, então, sem uma estrutura partidária fica difícil você participar de uma eleição”.

Para o vice-presidente, os grandes vitoriosos foram os partidos de “centro tradicionais”.

“O que eu vi também são políticos mais tradicionais, mais conhecidos, os que foram aí eleitos já no primeiro turno em grandes cidades, e aqueles que estão competindo pelo segundo turno. Isso é uma realidade, não dá para fugir disso aí”.

Equipe TV Democracia

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