O Brasil perdeu uma área equivalente a quase toda a soma de Sergipe e Alagoas somente nas queimadas registradas nas matas nativas da Amazônia... 2020 ainda não terminou, mas números de focos de queimadas no Pantanal e Amazônia já são recordes

O Brasil perdeu uma área equivalente a quase toda a soma de Sergipe e Alagoas somente nas queimadas registradas nas matas nativas da Amazônia e do Pantanal (53.019 km²) até 31 de agosto.

A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) nesta quinta-feira (24).

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e um grupo de senadores vão sobrevoar hoje áreas de queimadas no Pantanal mato grossense.

Os focos de incêndios no bioma são os mais numerosos em um mês desde o início da série histórica do Inpe, em 1998.

Entre o dia 1º de setembro até esta quarta-feira (23), foram registrados 6.048 queimadas. 109% a mais do que no ano passado e 211% superior à média histórica para o mês (1.944).

O recorde anterior foi de 5.993 em agosto de 2005.

Setembro ainda não terminou, mas já superou em muito os incêndios detectados em 2019 (2.887).

Entre janeiro e setembro, o Inpe registrou 16.201 focos de queimadas, o que já é recorde para um ano.

Até então o número mais alto tinha sido o de 2005 (12.536), uma alta de cerca de 29%.

Segundo o diretor-executivo da SOS Pantanal, Felipe Augusto Dias, uma das causas das queimadas é a longa estiagem. A região enfrenta a maior seca de 47 anos.

O problema também atinge outros biomas do país.

A Amazônia já bateu recorde de focos de incêndios em um setembro. Foram 28.279, alta de aproximadamente 42% na comparação com todo o mês de setembro de 2019 (19.925).

Entre janeiro e o dia 23 de setembro, foram registados 72.292 pontos de fogo na floresta amazônica, aumento de 8,3% em relação aos 66.749 focos detectados entre janeiro e o dia 30 de setembro do ano passado.

Equipe TV Democracia

Nenhum comentário ainda. Comente!

Be first to leave comment below.

O seu endereço de e-mail não será publicado.