No momento em que o governo Bolsonaro cria polêmica ao cogitar a privatização das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e das Unidades de Pronto... 27% dos gastos de saúde no Brasil saem dos bolsos dos cidadãos

No momento em que o governo Bolsonaro cria polêmica ao cogitar a privatização das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), pesquisa divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (30) revelou que mais de um quarto dos gastos com saúde no país sai dos bolsos dos cidadãos.

Eles são obrigados a pagar diretamente para garantir tratamento, atendimento ou cirurgias.

Na prática, o brasileiro paga impostos, plano de saúde e ainda precisa pagar por conta própria em caso de necessidade de saúde.

O correspondente da TV DEMOCRACIA em Genebra, na Suíça, Jamil Chade, teve acesso a um banco de dados mantidos pela agência, que não inclui gastos com seguros privados.

Os números mais recentes são de 2017.

Houve melhora em comparação com o começo do século, mas a participação do governo brasileiro ainda é distante da realidade dos países ricos e o cidadão continua pagando mais que a média mundial por saúde.

Em 2001, o cidadão respondia por 37% dos gastos com saúde.

Em 2010, o percentual caiu para 29%.

Em 2017, de cada R$ 100 destinados à saúde, R$ 27 vinham da renda privada.

A média mundial é de 18%.

Em países ricos, é menor ainda. Na França, é 9%; na Alemanha e no Japão, 12%; na Dinamarca, 13%, e no Canadá, 14%.

O brasileiro também perde para o cubano (10%), o argentino (15%), o colombiano (16%) e o uruguaio (17%), mas a situação é melhor do que a de um cidadão africano.

O continente não tem sistema universal de saúde e o estado investe bem menos no setor.

Na Nigéria, por exemplo, a parte que cabe ao cidadão é de 77%.

Voltando ao Brasil, onde a participação do estado em 2017 era a mesma que em 2001: 41%.

O pico foi em 2010, quando 45% dos recursos vinham do poder público.

Com base no Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no país, houve aumento.

Em 2005, 8,4% do PIB eram destinados à saúde.

Em 2017, o índice subiu para 10,3%.

Houve também um crescimento expressivo nos gastos com saúde por pessoa.

Passou de US$ 686,00 por ano em 2005 para US$ 929,00, em 2017.

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