O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha (foto), suspendeu o depoimento do governador do Rio de Janeiro, Wilson... Ministro que favoreceu o casal Queiroz suspende depoimento de Witzel

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha (foto), suspendeu o depoimento do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC-RJ) no Ministério Público, que acontecia nesta sexta-feira (10), no centro do Rio. A mulher dele, Helena, já tinha sido ouvida pelos promotores, por suspeita de receber R$ 100 mil de propina de uma empresa contratada pelo governo estadual.

Noronha atendeu a um pedido de defesa do governador. Os advogados alegaram que não tiveram acesso a todas as investigações sobre suspeitas de irregularidades nos gastos do governo no combate ao coronavírus.

O governo do Rio de Janeiro gastou R$ 1 bilhão na compra de respiradores, medicamentos e em contratos com organizações sociais para construção de hospitais de campanha.

O Ministério Público do Rio (MPRJ) e a Polícia Federal encontraram várias irregularidades na secretaria estadual da Saúde, como a compra de 411 respiradores além do necessário, o superfaturamento de compras e contratos sem licitação.

Até hoje não foram entregues a maioria dos respiradores aos hospitais e os que chegaram não tinham as especificações exigidas para serem usados no tratamento dos pacientes de coronavírus. A maioria dos hospitais de campanha não ficou pronta. Em maio, o subsecretário da Saúde, Gabriell Neves e sete empresários foram presos.

Hoje (10), foi a vez do ex-secretário da Saúde, Edmar Santos, ser preso. Ele ainda teve os bens bloqueados para ressarcir os cofres públicos por trÊs contratos fraudulentos.

Pelas normas internas, o presidente do STJ responde por questões urgentes no recesso do Judiciário. Ontem (9), Noronha causou espanto entre os pares ao conceder prisão domiciliar à Márcia Oliveira de Aguiar, que está foragida há três semanas. Ela é mulher de Fabrício Queiroz, o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que também ganhou o direito de cumprir pena em casa.

Equipe TV Democracia

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