O deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) tem até esta terça-feira (14), para entregar à Justiça o dossiê produzido por ele com dados pessoais de... Justiça de SP exige que deputado bolsonarista entregue suposto dossiê

O deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) tem até esta terça-feira (14), para entregar à Justiça o dossiê produzido por ele com dados pessoais de opositores do governo Bolsonaro que participaram do chamado movimento antifascista.

Não cabe recurso à decisão da juíza Ana Lúcia Xavier Goldman, da 28ª Vara Cível de São Paulo. Ela determinou que o parlamentar apresente os protocolos que atestem que ele realmente entregou os dados do suposto dossiê às Polícias Federal e Civil e à Embaixada dos Estados Unidos, conforme alegação da defesa dele.

Douglas Garcia divulgou nas redes sociais, que tinha um documento com dados de mais de 700 pessoas que participaram de manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro, alegando que elas fazem parte de uma organização terrorista.

No suposto dossiê, há dados como endereço, telefone, número de documentos, placa de carro e local de trabalho de pessoas comuns. Elas temem serem perseguidas por grupos neonazistas e antibolsonaristas.

A ação contra Douglas Garcia foi movida pelas deputadas estaduais Samia Bomfim, Erika Hilton e Mônica Seixas, todas do PSOL-SP.

Apesar da decisão da juíza ter sido anunciada na última quinta-feira (9), o gabinete do deputado disse que só vai se manifestar quando receber a citação da Justiça.

Douglas Garcia, que é investigado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso, que investiga as fake news, está afastado das atividades do próprio partido. Ele também foi suspenso das atividades na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) por um ano. Douglas pode participar das votações em plenário, mas não pode participar de comissões nem ocupar cargos de liderança.

Equipe TV Democracia

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