O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, suspendeu a busca e apreensão cumprida pela Operação Paralelo 23 no gabinete do senador José...

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, suspendeu a busca e apreensão cumprida pela Operação Paralelo 23 no gabinete do senador José Serra (PSDB-SP), nesta terça-feira (21), em Brasília.

Ele justificou a concessão de liminar à defesa de Serra que, a decisão da 1ª Vara Eleitoral de São Paulo “pode conduzir à apreensão de documentos relacionados ao desempenho da atividade parlamentar do senador da República, que não guardam identidade com o objeto da investigação”.

A decisão de Toffoli pode ser revista pelo STF, que está em recesso e volta às atividades em agosto. Pelas regras do Tribunal, cabe ao presidente tomar as decisões durante as férias do Judiciário.

A ordem de busca e apreensão no gabinete do senador foi expedida hoje (21), pelo juiz Marcelo Antonio Martin Vargas, e faz parte da Operação Paralelo 23, um desdobramento da Operação Lava Jato Eleitoral.

Serra é acusado de receber doações ilegais num total de R$ 5 milhões para a campanha de 2014, quando foi candidato ao Senado. As investigações se concentram neste período, especialmente, pelo fato do ex-governador de São Paulo não tinha direito ao foro privilegiado.

Policiais federais e agentes do Ministério Público Eleitoral cumpriram 15 mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo e em duas cidades do interior paulista, Itu e Itatiba. Dos quatro mandados de prisão, três foram cumpridos. Entre os envolvidos, três empresários e um publicitário que está foragido.

Em nota, a assessoria de Serra criticou a “especularização das ações desse tipo” e falou que todas as contas de campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

O senador e a filha Verônica já tinham sido alvos de outra operação da Lava Jato Eleitoral no início do mês. Eles foram denunciados por lavagem de dinheiro transacional. Uma conta com mais de R$ 40 milhões foi bloqueada na Suíça.

Equipe TV Democracia

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