Oito advogados foram presos na Operação Fast Track deflagrada nesta quarta-feira (18) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do... 8 advogados ligados ao PCC são presos em operação feita em 3 estados e no DF

Oito advogados foram presos na Operação Fast Track deflagrada nesta quarta-feira (18) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) com apoio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Os advogados são suspeitos de transmitir informações aos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que estão presos em penitenciárias federais.

O juiz Ulisses Augusto Pascolati Júnior, da 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores, expediu 13 mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão.

Eles foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rondônia e Rio Grande do Norte e no Distrito Federal.

Segundo as investigações, em fevereiro de 2019, 22 criminosos ligados ao PCC, entre eles, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, foram transferidos para presídios federais para evitar que transmitissem ordens para membros da organização criminosa em liberdade.

Para burlar a vigilância, um dos líderes, “Armani”, comandante nacional da célula do PCC, “Setor do Universo”, contratou advogados.

Nos atendimentos presenciais, eles trocavam informações com os chefes presos.

Um deles, um grande traficante da Baixada Santista (SP), nomeou sucessores com ajuda de uma advogada, ação que deu origem à Operação Colorido, também deflagrada nesta quarta-feira (18).

De acordo com o MP-SP, “os defensores ainda intermediavam o pagamento de propinas para policiais, transmitiam cobranças de dívidas e até ameaças de morte a mando da organização criminosa. Não raro, os próprios advogados se envolviam em disputas que eram solucionadas pelo sistema de disciplina da facção, mediante o exercício de poderes de decisão por Armani, indicando inserção na estrutura hierárquico-piramidal do PCC”.

Outra célula da facção, o “Setor CDHU ou dos APs”, também foi descoberto pelo Gaeco.

O PCC tomou posse e propriedade de imóveis ligados à Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e à Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab) destinados à população de baixa renda.

Ocupados, os imóveis eram associados a terceiros, que eram os “laranjas” da operação.

A ordem era evitar que “famílias necessitadas e com crianças” entrassem nos apartamentos.

Em diálogos interceptados, para a facção, “se família entrar com criança, não sai mais”, motivo pelo qual as investidas dos integrantes da célula deveriam ser sempre rápidas.

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