O governo Bolsonaro dá mais um vexame internacional. O Brasil está fora da cúpula do clima que será realizada pela Organização das Nações Unidas... ONU não convida Bolsonaro para participar de cúpula do clima neste sábado

O governo Bolsonaro dá mais um vexame internacional.

O Brasil está fora da cúpula do clima que será realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) por meio remoto neste sábado (12).

Segundo o correspondente da TV DEMOCRACIA em Genebra, na Suíça, Jamil Chade, o presidente Jair Bolsonaro está fora da lista dos 77 chefes de governo e de Estado convidados para a reunião.

O Itamaraty ainda tenta convencer a ONU a convidar o presidente brasileiro.

Além disso, o Climate Action Tracker rebaixou o país na questão ambiental.

Por causa da desastrosa política na área, o grupo de cientistas requalificou o Brasil de “insuficiente” para “muito insuficiente” em relação às metas de preservação do meio ambiente.

Em coletiva de imprensa, em Genebra, nesta sexta-feira (11), a porta-voz da ONU, a italiana Alessandra Vellucci, confirmou a ausência de Bolsonaro na lista de líderes programados para discursar na cúpula deste sábado.

“Vi que o Brasil não está nesta lista”, confirmou. “Mas os três anfitriões – ONU, França e Reino Unido, deram aos estados orientações claras desde o começo de que as vagas para os palestrantes iriam para países e outros atores que pudessem mostrar mais ambição neste momento, seja na área de mitigação, adaptação ou resiliência, financiamento, seja por planos concretos ou outras ações”.

É possível que, mesmo sem poder falar, o Brasil possa assistir ao evento.

Ela abriu a possibilidade do país participar das próximas reuniões desde que apresente propostas mais ambiciosas na preservação da Amazônia e na redução de emissão de gases do efeito estufa.

Nesta semana, o ministério do Meio Ambiente apresentou as metas de emissões para 2060.

Elas foram consideradas pelos especialistas da ONU como inferiores à expectativa desejada do Brasil e motivo para deixar Bolsonaro de fora da cúpula deste sábado.

“A lista de países que falarão na Cúpula não significa que outros países não estejam agindo, ou não irão agir, no período que se avizinha. Haverá muitas oportunidades – e na verdade uma grande necessidade – para que tais países se apresentem com maior ambição e compromissos nacionais reforçados em 2021 antes da COP26 (Convenção do Clima)”, disse a porta-voz da ONU.

A reunião virtual deste sábado marca os cinco anos do Acordo de Paris, o anúncio de novos compromissos dos governos e a preparação para a cúpula do clima de 2021, em Glasgow, na Escócia

Assim como o Brasil, Rússia e EUA ficaram de fora do encontro que vai contar com representantes da China, Europa, Canadá, Japão e Índia e de vários países latino-americanos (Argentina, Uruguai, Cuba, Chile, Peru, Costa Rica, entre outros).

A ausência do governo brasileiro não causa surpresa.

Nos últimos meses, o governo Bolsonaro tem atacado os organismos multilaterais e raramente apresenta projetos objetivos sobre o que faz para conter o desmatamento, postura que influiu decisivamente para que o país não fosse convidado a participar da cúpula de amanhã (12).

Nesta semana, sem citar diretamente o Brasil, o secretário-geral da ONU, o português Antonio Guterres, criticou o país.

“Vemos sinais preocupantes. Alguns países estão usando a crise para desmontar proteções ambientais e expandindo a exploração de recursos naturais e desfazendo ambições climáticas”.

É como se estivesse dando um recado ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, célebre por sugerir aos colegas na reunião ministerial de abril para aproveitar as atenções voltadas ao combate à pandemia para “passar a boiada”.

No caso dele, aprovar medidas de afrouxamento da fiscalização e preservação ambiental.

Equipe TV Democracia

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