Um julgamento que deveria acontecer na manhã desta quinta-feira (10), no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, foi adiado para o dia 17 de novembro.... Advogado se recusa a usar máscara e julgamento é adiado por 2 meses, em BH

Um julgamento que deveria acontecer na manhã desta quinta-feira (10), no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, foi adiado para o dia 17 de novembro.

O motivo? O advogado de defesa, Ércio Quaresma Firpe, se recusou a usar máscara e a respeitar o distanciamento social.

Detalhe: na página dele numa rede social, há um mês, Ércio lamentou a morte da Tia Lucy por Covid-19.

O advogado defendeu o empresário Antônio Azevedo dos Santos, acusado de matar o namorado da ex-companheira, Guilherme Elias Veisac com um tiro na região do tórax.

O crime aconteceu há quatro anos, na capital.

O julgamento por júri popular durou menos de uma hora.

No momento em que a ex-namorada do réu e mulher da vítima, que estava na cena do crime, ia depor, Ércio se recusou a usar a máscara, desobedecendo portaria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG): “Não consigo falar uma hora e meia usando máscara” e citou o presidente Jair Bolsonaro como exemplo de pessoa que aparece em público sem o acessório.

O juiz adiou o julgamento alegando que “todos são iguais perante a Lei e que a recusa do advogado causou “constrangimento e insegurança no conselho de jurados”.

Quaresma negou que tenha sido o pivô da confusão no tribunal. Para ele, o adiamento se deu “porque algum inconsequente mandou para o fórum um preso sadio junto com outro com Covid-19”.

Mas para o TJMG, este foi um motivo secundário, pois a remarcação do júri já estava sendo decidida por causa da desobediência do advogado quando surgiu a informação do preso infectado.

Como se não bastasse a polêmica no fórum, Ércio Quaresma pediu que a prisão preventiva do réu fosse transformada em domiciliar.ele

O empresário não se conformava com o fim do relacionamento com a ex-mulher.

Ex-sindico do prédio onde ela morava, ele tinha acesso às câmeras de segurança do circuito interno de TV e passou a vigiar a ex-companheira.

No dia 18 de setembro de 2016, Santos a viu entrando no edifício com o namorado.

Segundo a polícia, de madrugada, ele desligou o sistema de segurança, cortou a tela de proteção da área privativa que dá acesso ao apartamento e surpreendeu o casal.

O empresário teve a prisão decretada pela Justiça e aproveitou a legislação eleitoral, para se apresentar à polícia, no dia 30 de setembro daquele ano.

Como não podia ser preso, fugiu e só foi encontrado em agosto de 2017. Desde então está preso.

No inquérito, Antônio Azevedo confessou o crime e o próprio advogado, que hoje se recusou a usar máscara, não acredita na absolvição do cliente.

Equipe TV Democracia

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