O ex- governador do Distrito Federal (DF), Agnelo Queiroz (PT-DF), é um dos alvos da operação Alto Escalão do Ministério Público do DF e... Agnelo Queiroz é suspeito de receber propina em compra da secretaria da Saúde do DF

O ex- governador do Distrito Federal (DF), Agnelo Queiroz (PT-DF), é um dos alvos da operação Alto Escalão do Ministério Público do DF e Territórios (MDPFT) e da Polícia Civil, que foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (23).

A Operação é um desdobramento da Operação Checkout, que já apurava irregularidades em contratos da secretaria da Saúde do DF, em 2018.

Segundo as investigações, houve pagamento de propina na contratação de leitos para a rede pública de saúde, entre 2010 e 2014, quando Queiroz era o governador e Rafael Barbosa era o secretário de saúde. Eles teriam sido favorecidos por um repasse de 10% (R$ 462 mil) de um contrato de R$ 4.620.000,00

A operação cumpre 13 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal de Brasília. Foi encontrada uma mala cheia de dinheiro, com notas de dólar e real, num endereço ligado à vice-presidente do Instituto Brasília Para o Bem-Estar do Servidor Público (Ibesp), Adriana Aparecida Zanini, para onde os valores teriam sido transferidos. Os agentes precisaram de uma máquina para contar o dinheiro apreendido.

Em 2014, o dono de uma empresa de publicidade e marketing, Luiz Carlos do Carmo, em delação premiada, disse que a secretaria da Saúde assinou um contrato fictício com a empresa dela com o Ibesp para ocultar a propina.

Em 2016, o Tribunal de Contas do DF encontrou irregularidades numa compra de R$ 4,62 milhões em mobiliário. Macas, leitos, berços e divisórias encaixotados estavam no depósito da secretaria da Saúde, que não justificou a necessidade. Além disso, servidores, que colaboram no esquema criminoso, foram pagos com pacotes turísticos.

A investigação abriu caminho para a Operação Checkout, em 2018.

O advogado de Rafael Barbosa, Kleber Lacerda declarou que “não teve acesso À decisão que autorizou a busca e apreensão e que tão logo seja analisada a decisão, utilizará dos recursos legais para defesa” do ex-secretário.

O ex-governador Agnelo Queiroz não foi encontrado. Ele já foi condenado por outros crimes cometidos na administração do DF. Entre elas, improbidade administrativa por “maquiar” contas do governo para evitar sanções, as chamadas “pedaladas fiscais” e pela inauguração do Centro Administrativo do DF (Centrad), em Taguatinga.

Queiroz também está envolvido no desvio de dinheiro público utilizado na reforma do estádio Mané Garrincha, o mais caro da Copa de 2014. A obra, que foi superfaturada, custou R$ 1,5 bilhão. O ex-governador chegou a ficar preso por uma semana, em 2017.

Equipe TV Democracia

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