O deputado estadual Douglas Garcia (PTB-SP), o candidato a vereador em São Paulo e ex-chefe de gabinete de Garcia, Edson Pires Salomão (PRTB-SP) são... Além de Eduardo Bolsonaro, assessores de deputado estadual de SP estariam ligados ao esquema de fake news

O deputado estadual Douglas Garcia (PTB-SP), o candidato a vereador em São Paulo e ex-chefe de gabinete de Garcia, Edson Pires Salomão (PRTB-SP) são alguns dos envolvidos no esquema de fake news.

Segundo a Comissão Parlamentar Mista do Inquérito (CPMI) do Congresso, foram identificados 33 endereços(IP) de equipamentos digitais ligados a três funcionários do deputado.

A CPMI apura financiamento e divulgação de atos antidemocráticos contra o Supremo Tribunal Federal (STF), parlamentares e desafetos do governo como o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB-SP) e do Rio, Wilson Witzel (PSC-RJ), que hoje está afastado do cargo por decisão da Justiça.

A denúncia faz parte do depoimento do deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) à Polícia Federal no dia 29 de setembro, revelado pela Rede Globo e os jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo.

Frota também acusou o deputado federal e filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), de participação no esquema.

Segundo os peritos, ele teria disparado fake news de três endereços IP, um em Brasília e os demais no Rio de Janeiro.

No caso do deputado Douglas Garcia, há pelo menos 4 IPs.

Um pertence ao ex-chefe de gabinete, Edson Salomão, na capital paulista.

Dois são ligados a outra assessora, Lilian Denise Goulart da Silveira, no Guarujá e em Santos, no litoral paulista.

O quarto fica em São Paulo e é de propriedade de Eduardo Martins, que teria relação com 30 IPs e uma linha telefônica.

Frota disse ainda que os assessores são ligados ao movimento Brasil Conservador, coordenado por Garcia e Salomão, que manteriam o chamado “gabinete do ódio” na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O movimento tem “apoio ostensivo” de Eduardo Bolsonaro, que compartilhou ataques à ex-líder do governo Bolsonaro e hoje ex-aliada, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), que é candidata à prefeita de São Paulo.

Chamada de Peppa Pig, uma porquinha de desenho animado, nestes ataques. Joice está usando a personagem na campanha eleitoral.

Em junho, depois de inquérito aberto pelo Ministério Público de São Paulo, a Alesp afastou Garcia das atividades parlamentares como a participação em comissões. Ela já havia sido expulso do PSL.

Em nota conjunta, Douglas Garcia e Edson Salomão negaram a existência do suposto esquema de “linchamento virtual”, criticaram Frota e pediram acesso às informações da CPMI.

“Não existe esquema de ataques virtuais, não temos acesso aos documentos da CPMI e no meu apenso do inquérito 4781, foi feito perícia nos meus equipamentos e nada que pudesse me prejudicar foi encontrado. Lamento que estejam dando credibilidade para o Alexandre Frota, que foi condenado por fake news nas eleições de 2018 e denunciado pelo Ministério Público recentemente por falsidade ideológica”.

Equipe TV Democracia

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