Oito empresários amigos do presidente Jair Bolsonaro foram autuados pela Receita Federal por sonegação de impostos. A dívida é de cerca de R$ 650... Aliados de Bolsonaro devem mais de R$ 650 milhões em impostos

Oito empresários amigos do presidente Jair Bolsonaro foram autuados pela Receita Federal por sonegação de impostos. A dívida é de cerca de R$ 650 bilhões. Cabe contestação na última instância do executivo, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf)

Entre as manobras suspeitas, estão a compra e venda de aeronaves e a falsificação de documentos para recolher contribuições previdenciárias.

O CARF não tem mais o voto de desempate que era dado pelo representante do ministério da Fazenda nas autuações superiores a R$ 5 milhões. A mudança aconteceu no atual governo. Antes, havia a possibilidade da punição ser mantida, com o contribuinte sendo obrigado a pagar a multa cobrada pela Receita.

O empresário Luciano Hang, dono da rede varejista Havan, é o aliado do presidente com a dívida mais alta. São pelo menos R$ 193 milhões em débitos fiscais. Entre as acusações, Hang teria adulterado documentos de contribuições previdenciárias. Ele já foi condenado em um processo de 2003, mas fez acordo com a Justiça e se livrou da pena. Ele não quis comentar a reportagem publicada hoje pelo UOL (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/06/fisco-aponta-manobras-tributarias-de-empresarios-ligados-a-bolsonaro.shtml).

Rubens Menin, dono da construtora MRV, e o empresário Salim Mattar, ex-dono da locadora de veículos Localiza, e secretário de Desestatização e Privatização do ministério da Economia, são suspeitos de simular uma compra e venda de um jatinho para não pagar impostos, em 2011. Eles recorreram ao Carf em janeiro. Se pagassem hoje a dívida, teriam que desembolsar cerca de R$ 140 milhões.

Salim, que está no governo desde o ano passado, declarou em nota, que a operação foi legal. Ele nada respondeu sobre a Localiza, que está no cadastro de dívida ativa da União. Menin não quis comentar o caso.

Os outros empresários amigos de Bolsonaro com dívidas expressivas na Receita são Flávio Rocha (Riachuelo), Junior Dursk (Madero), Edgard Corona (SmartFit) e Sebastião Bonfim (Centauro).

Apenas Rocha se defendeu. Ele disse que os débitos do grupo que dirige são indevidos e que apresentou seguros e fianças bancárias como garantias para os órgãos de investigações fiscais. Os demais empresários não quiseram comentar o assunto.

Equipe TV Democracia

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