Cinco grandes distribuidoras de medicamentos, duas redes varejistas e uma associação nacional de distribuidores de remédios teriam dado um prejuízo de R$ 10 bilhões... Alvos de operação em 3 estados teriam causado prejuízo de R$ 10 bilhões aos cofres públicos

Cinco grandes distribuidoras de medicamentos, duas redes varejistas e uma associação nacional de distribuidores de remédios teriam dado um prejuízo de R$ 10 bilhões aos cofres públicos nos últimos seis anos.

Todas são alvos de uma operação deflagrada pelo Ministério Público Federal, Receita Federal, Polícia Federal (PF) e secretarias estaduais da Fazenda nesta quinta-feira (1º).

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em empresas e residências nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás e o sequestro de 17 imóveis.

Em uma das residências, a de um sócio de uma rede varejista de farmácias, em Santana de Parnaíba (SP), a polícia apreendeu R$ 8 milhões em dinheiro vivo que estavam guardados em quatro gavetas de um armário, sem a menor preocupação de ocultá-los.

Em outro endereço, foram encontrados R$ 200 mil embalados em sacos de lixo.

O  dinheiro teria descartado pelo dono logo que os policiais chegaram.

A investigação começou em 2017, na 1ª fase da Operação Monte Cristo, que tinha a Farma Conde, uma grande rede varejista de São Paulo, como alvo.

Na ocasião, foram firmados acordos de colaboração premiada com alguns dos acusados, que renderam R$ 340 milhões em pagamentos de dívidas fiscais estaduais e federais.

As confissões homologadas pela Justiça chegaram as apurações sobre as empresas que são os alvos da operação de hoje (1º): as distribuidoras Medicamental, Navarro, Divamed, Dismed e Mais Bella; as redes varejistas Bifarma e Campeã; e a Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan).

O esquema de sonegação fiscal e de lavagem de dinheiro contava com a aquisição de produtos de uma empresa de Goiás, que eram distribuídos por algumas firmas de fachada, que recolhiam antecipadamente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na entrada das cargas em território paulista.

Assim, com menos impostos, o grupo levava vantagem na diminuição do custo final dos produtos.

Equipe TV Democracia

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