O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, fez um pronunciamento nesta segunda-feira (9), no qual disse que a eleição acabou e que é preciso... Ao contrário de Trump, Biden conta com a ciência para combater a Covid-19 nos EUA

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, fez um pronunciamento nesta segunda-feira (9), no qual disse que a eleição acabou e que é preciso que os americanos se unam para derrotar a Covid-19. Para isso, ele exige que todos usem máscara. Ele também prometeu vacina de graça para toda a população.

“Eu serei o presidente de todos os americanos, esta eleição acabou. Uma máscara não é uma declaração política, mas uma boa forma de unir o país. Não importa em quem você votou. Somos americanos, e o nosso país está sob ameaça”.

Biden ressaltou que tomará posse no dia 20 de janeiro do ano que vem como 46º presidente dos EUA, mas que a equipe dele deve “começar fazendo todo o possível para controlar a Covid-19″. Vamos seguir a ciência. Vou falar de novo: vamos seguir a ciência”, uma postura bem diferente do negacionista Trump.

A equipe dele vai contar com a cientista brasileira radicada nos EUA, Luciana Borio.

O presidente eleito prometeu implantar um programa de rastreamento para seguir pessoas infectadas e evitar o crescimento nas taxas de contágio.

Biden também definiu quem serão os grupos prioritários que serão protegidos da pandemia.

“Vamos proteger populações vulneráveis, que estão mais expostas a riscos, e aqueles que têm condições médicas pré-existentes. Vamos dar uma resposta às disparidades econômicas e de saúde que faz com que esse vírus atinja as comunidades de negros, latinos, asiáticos, nativo-americanos e pessoas das ilhas do Pacífico de forma mais agressiva”.

Do outro lado do mundo, a Rússia anunciou que a vacina Sputnik V também tem “mais de 90% de eficácia contra o coronavírus”.

Horas antes, o laboratório americano Pfizer, que desenvolve uma vacina com a empresa alemã BioNTech, havia informado que ela tem 90% de eficácia, mas que ainda não tinha publicado os resultados em revista científica nem passado por um comitê independente como determina os protocolos de praxe.

O mesmo acontece com a vacina russa, a primeira do mundo contra a Covid-19 que foi lançada em agosto.

A taxa de eficácia mostra quantas pessoas receberam a vacina e não ficaram doentes. No caso, um índice de 90% significa que a cada 10 vacinados, 9 não ficaram doentes.

O diretor do Instituto Gamaleya de Moscou, que desenvolveu a Sputnik V, Alexander Gintsburg, afirmou que os resultados preliminares da fase 3 de testes com humanos serão divulgados pela Rússia, mas não informou quando.

O país testa a vacina em 40 mil voluntários.

No Brasil, há um acordo com o estado do Paraná para pesquisa e produção do medicamento que também interessa ao governo da Bahia.

No entanto, sem uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nada disso poderá entrar em prática.

Equipe TV Democracia

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