O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, não acredita em mudança nas relações Brasil-EUA em caso de vitória do democrata Joe Biden. O chanceler... Araújo não acredita em mudança nas relações Brasil-EUA em caso de vitória de Biden

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, não acredita em mudança nas relações Brasil-EUA em caso de vitória do democrata Joe Biden.

O chanceler foi convidado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado para explicar a recente visita do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, à Roraima, na fronteira com a Venezuela.

Araújo não negou a torcida do governo Bolsonaro pela reeleição de Donald Trump. Em resposta à senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), ele comentou o eventual risco de uma vitória de Biden nas eleições americanas do dia 3 de novembro.

“Não é fato que a proximidade do Brasil seja com Trump, e não com os EUA. Isso é uma interpretação, um direito da senhora, mas é ao contrário. Tudo o que estamos fazendo com os EUA tenho certeza que é de interesse permanente para os dois países. Um governo democrata, provavelmente, manteria esse mesmo enfoque, a menos que queiram trabalhar contra os seus próprios interesses, que tenho certeza que não seria o caso”.

Sobre a visita de Pompeo, ele também negou que tenha servido de plataforma eleitoral para o presidente americano, como disseram vários parlamentares brasileiros, entre eles, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Maia criticou a conduta do governo Bolsonaro dizendo que ela não “condiz com a boa prática diplomática internacional” e que ela afronta as políticas brasileiras externa e de defesa.

Na ocasião, a embaixada americana no Brasil defendeu a visita, que tinha como objetivo discutir com Araújo a imigração venezuelana.

O Brasil mantém a Operação Acolhida, com apoio dos EUA, para receber venezuelano que fogem da crise social, política e econômica do governo Nicolás Maduro.

“Foi dito, e talvez seja uma das críticas principais à visita do secretário Mike Pompeo, que ela foi uma plataforma eleitoral para as eleições de novembro nos EUA. Bem, não é assim. Um dos elementos que mostra que não é assim é que existe nos Estados Unidos uma grande convergência entre republicanos e democratas sobre a situação na Venezuela”, discordou Araújo.

Ele não acredita em mudança da posição americana em relação à Venezuela, se Biden ganhar as eleições presidenciais.

“Não faz muito sentido pensar nisso como uma plataforma eleitoral, já que não há diferença substantiva entre posição de republicanos e democratas em relação à Venezuela. Ou seja, tudo indica que, se houver uma vitória democrata nas eleições de novembro, a atitude norte-americana para a Venezuela continuará exatamente a mesma”, previu o chanceler brasileiro.

Equipe TV Democracia

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