A Argentina passou de 40 mil mortes por Covid-19. Segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA), às 14h desta quinta-feira o país tinha registrado 40.222... Argentina anuncia compra da vacina Sputnik V: Fernández será o 1º a ser imunizado

Buenos Aires (foto Diana Suckeveris)

A Argentina passou de 40 mil mortes por Covid-19.

Segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA), às 14h desta quinta-feira o país tinha registrado 40.222 óbitos e 1.475.222 casos.

Mas, ao contrário do vizinho Brasil, a Argentina já fechou três contratos para receber vacinas e tem planos para começar a vacinação ainda este mês.

Depois de fechar acordos com a multinacional anglo-sueca AstraZeneca, que desenvolve uma vacina com a Universidade Oxford (Reino Unido), e com a Covax Facility, a aliança global liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o presidente argentino Alberto Fernández anunciou hoje (10) que vai receber 20,6 milhões de doses da vacina russa Sputnik V.

Em coletiva de imprensa na Casa Rosada, em Buenos Aires, ele deu mais detalhes do contrato com o fundo soberano russo.

“Esse contrato diz que vamos poder contar com as doses suficientes para vacinar, entre janeiro e fevereiro, a 10 milhões de argentinos e argentinas”.

Fernández espera que o primeiro lote, com 600 mil doses, chegue ao país ainda em dezembro.

Como a Sputnik V precisa de 2 doses para prevenir contra coronavírus, a quantidade imunizaria 300 mil pessoas.

Em janeiro, será entregue o segundo lote, com 10 milhões de doses, e em fevereiro, o terceiro lote que seriam suficientes para vacinar 10 milhões de pessoas.

Uma cláusula do contrato prevê a preferência para a Argentina receber as futuras doses depois da primeira compra.

Fernández explicou que isso pode garantir mais 10 milhões de doses em março, caso haja atraso nas primeiras remessas.

Até agora nenhuma vacina foi aprovada pela equivalente argentina à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) brasileira.

O presidente argentino afirmou que especialistas da Agência Nacional de Materiais Controlados viajará para a Rússia na semana que vem para supervisionar a produção da Sputnik V no Instituto Gamaleya, em Moscou.

A vacina russa ainda não terminou a terceira fase de testes com humanos e nem divulgou resultados para serem analisados por um comitê independente e publicados em revista científica.

“As pessoas levantam muitas dúvidas sobre a qualidade científica da Rússia, mas o instituto que desenvolveu a vacina, é um instituto que tem vários prêmios Nobel na sua equipe de pesquisadores”.

Como argumento final, Fernández foi enfático: “Para acabar com todas as dúvidas, assim que a vacina estiver aqui, o primeiro a se vacinar serei eu”.

Equipe TV Democracia

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