A pandemia do coronavírus já matou 1.119.545 pessoas e infectou outras 40.485.384 em todo o mundo. Os números da Universidade Johns Hopkins (EUA) foram... Argentina passa de 1 milhão de casos de Covid-19: Reino Unido vai fazer um estudo polêmico com jovens saudáveis

A pandemia do coronavírus já matou 1.119.545 pessoas e infectou outras 40.485.384 em todo o mundo.

Os números da Universidade Johns Hopkins (EUA) foram divulgados às 11h30 desta terça-feira (20).

Os EUA seguem como o país com mais mortes (220.150) e casos (8.215.605).

As fronteiras com o Canadá vão continuar fechadas para viagens não-essenciais até 21 de novembro.

A decisão foi anunciada ontem (19) por autoridades dos dois governos.

Jasper, Canadá (foto Diana Suckeveris)

O Canadá tem números bem menores do que os EUA. São 9.832 mortes e 204.111 casos.

Nesta segunda-feira, a Argentina ultrapassou a barreira do milhão de infectados pela Covid-19. Agora são 1.002.662 casos.

No Reino Unido, o governo anunciou hoje (20) que vai investir cerca de R$ 244 milhões numa pesquisa polêmica.

São os testes de “desafio humano”.

Na primeira fase, até 90 voluntários jovens e saudáveis serão infectados deliberadamente com o coronavírus, para acelerar o desenvolvimento de vacinas para a Covid-19.

A pesquisa será desenvolvida pelo Imperial College de Londres em parceria com o laboratório hVIVO e a Royal Free London NHS Foundation Trust.

Caso seja aprovada pelas agências reguladoras e pelo comitê de ética, ela vai começar em janeiro e deverá estar concluída em maio do ano que vem.

Os cientistas vão usar doses controladas do vírus para saber qual é a menor fração necessária para causar a infecção por Covid-19 em pessoas saudáveis entre 18 e 30 anos.

“Os estudos de desafio humano podem aumentar nossa compreensão da Covid-19 de maneiras únicas e acelerar o desenvolvimento de muitos novos tratamentos e vacinas em potencial”, explicou o líder do estudo, Chris Chui, do Imperial College.

As boas intenções são vistas com reservas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nesta terça-feira (20), em Genebra, na Suíça, a porta-voz Margareth Harris reforçou a exigência de um comitê de ética para acompanhamento dos estudos e que os voluntários devem ter total consentimento sobre os riscos do procedimento.

“Geralmente, esses ensaios são feitos quando temos um tratamento específico. Você aplica a vacina e depois expõe a pessoa ao vírus. Portanto, você deve garantir que todos os envolvidos entendam exatamente o que está em jogo, entendam todos os riscos”.

O “desafio humano” divide opiniões entre os cientistas.

Os apoiadores dizem que o procedimento é uma boa maneira de encurtar o processo muitas vezes demorado de se comprovar a eficácia de vacinas experimentais, mas que tenham potencial.

Por outro lado, os críticos advertem sobre o perigo de infectar deliberadamente uma pessoa com uma doença possivelmente fatal para a qual ainda não existe tratamento eficaz, o que consideram antiético.

Equipe TV Democracia

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