(Assista) O presidente também comentou as críticas que ele fez ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, pela suspensão da nomeação de Ramagem à...

(Assista) O presidente também comentou as críticas que ele fez ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, pela suspensão da nomeação de Ramagem à diretoria-geral da Polícia Federal.

Por Rafael Bruza

Em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou sobre sua “amizade” com Alexandre Ramagem, atual diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que ele pretende nomear para a diretoria-geral da Polícia Federal, e fez um “apelo” para que o Supremo reveja a suspensão da nomeação de seu amigo.

“Ele chegou para trabalhar comigo depois do atentado à faca do Adelio, que foi dia 6 de setembro de 2018. O Ramagem exerceu com muita presteza esta missão e ali nasceu uma amizade”. “Ele passou a ser uma pessoa que tomava café da manhã comigo. Comia lá, pão com leite condensado também. O café que eu fazia. E depois ele foi no casamento de um filho meu (na verdade, Ramagem passou a virada de ano com Carlos Bolsonaro)”.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu liminarmente a nomeação de Ramagem na quarta-feira (29), apontando desvio de finalidade de Bolsonaro, por  “inobservância aos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e do interesse público”.

Na manhã de quinta-feira (30), antes da live, o presidente criticou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, pela decisão, e afirmou que ele entrou no Supremo por “amizade”.

“Como é que o senhor Alexandre de Moraes foi para o Supremo? Amizade com o senhor Michel Temer. Ou não foi?”, questionou ele, na manhã de hoje, pouco antes de viajar a Porto Alegre, onde cumprirá agenda oficial. “Essa decisão do senhor Alexandre de Moraes, no meu entender, falta um complemento para mostrar que não é uma coisa voltada pessoalmente para o senhor Jair Bolsonaro. Falta ele decidir se o Ramagem pode ou não continuar na Abin. É isso que espero dele”.

Na live, feita pela noite, Bolsonaro comentou as críticas feitas a Moraes.

“Eu tenho certeza que os agentes (da PF) se colocam no lugar do Ramagem, que teve sua posse negada por uma decisão monocrática, no último momento. E o Ramagem é atualmente o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Meu desabafo de manhã foi neste sentido de me colocar ao lado de uma pessoa que não teve a chance de ver seu sonho concretizado”, afirma Bolsonaro.

Na sequência, o presidente da República também fez um “apelo” para que o Supremo Tribunal Federal (STF) permita a posse de seu amigo na diretoria da corporação.

“Eu faço um apelo aos ministros do Supremo Tribunal Federal. Não é por mim, é pela vida pregressa desse homem. É por seu passado, por tudo que ele já fez pela pátria no combate à corrupção, à criminalidade. Que revejam esta situação para que ele possa assumir. A relação de amizade que ele tem comigo é porque ele foi designado como a pessoa mais preparada e mais experiente naquele momento para participar da segurança do presidente da República”, afirma Bolsonaro.

Abin paralela

Alexandre Ramagem era o delegado que Gustavo Bebianno apontava como o responsável pela montagem da Abin paralela junto com Carlos Bolsonaro, no começo do governo.

Bebianno contava que a tentativa partiu do filho do presidente, que levou o nome de Ramagem e de três agentes que fariam parte da estrutura paralela – que seria montada para espionar e criar dossiês contra adversários políticos.

 

Fabio Pannunzio

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