O presidente Jair Bolsonaro minimizou as saídas de dois assessores do ministro da Economia, Paulo Guedes. Nas redes sociais, nesta quarta-feira (12), ele disse... Bolsonaro defende privatizações e considera normal debandada no ministério da Economia

O presidente Jair Bolsonaro minimizou as saídas de dois assessores do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Nas redes sociais, nesta quarta-feira (12), ele disse que os secretários especial de Desestatização e Privatização, Salim Mattar, e de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Eubel, saíram do governo para que ambos seguissem suas “ambições pessoais”.

Segundo Guedes, Mattar estava insatisfeito com o ritmo das privatizações e Eubel reclamava do andamento da reforma tributária, que deveria ter sido entregue ao Congresso em fevereiro, mas que está parada no ministério.

A debandada da pasta começou em maio, quando Marcos Troyjo deixou a secretaria especial de Comércio Exterior. Prosseguiu em julho, com as saídas do secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, do diretor de programas da secretaria especial da Fazenda, Caio Megale, e do presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes.

Em 2019, Joaquim Levy deixou a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Marcos Cintra foi demitido da secretaria da Receita Federal.

Na mesma publicação de hoje (12), o presidente criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) pela decisão de aprovação de qualquer privatização de estatais precisar do aval do Congresso. Para ele, isso “agrava a situação”.

Bolsonaro defendeu a privatização: “O Estado está inchado e deve se desfazer de suas empresas deficitárias, bem como daquelas que podem ser melhor administradas pela iniciativa privada”.

Esta semana, ele determinou a concessão de parques nacionais do Distrito Federal e de Santa Catarina para a iniciativa privada.

Nesta terça-feira (11), Guedes esteve com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e comentou a saída de Mattar, que lhe disse que é “muito difícil privatizar, que o establisment não deixa”.

O ministro respondeu que “para privatizar cada um tem que lutar, não adianta ficar esperando Papai do Céu. A nossa reação à debandada é acelerar as reformas. Nós vamos privatizar, nós vamos insistir nesse caminho, nós vamos lutar, nós vamos destravar os investimentos”.

Guedes citou como prioridades, as privatizações da Eletrobras, Correios, Pré-Sal Petróleo (PPSA) e Companhia Docas de Santos.

Equipe TV Democracia

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