O deputado federal, Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), não é mais ministro do Turismo. Ele foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (9). Marcelo... Bolsonaro demite Marcelo Álvaro Antônio e deve entregar Turismo ao Centrão

O deputado federal, Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), não é mais ministro do Turismo.

Ele foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (9).

Marcelo deverá ser substituído por um nome indicado pelo Centrão, o grupo de aliados do governo no Congresso.

O presidente da Embratur, Gilson Machado, deverá assumir temporariamente o ministério.

Na semana passada, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o presidente cogitava em fazer uma reforma ministerial no começo do ano que vem.

O agora ex-ministro entrou em rota de colisão com o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos que, segundo ele, estava negociando a pasta justamente com políticos do Centrão.

Marcelo Álvaro Antônio é deputado federal desde 2010, mas ganhou notoriedade como presidente do PSL em Minas Gerais, responsável pelo lançamento de candidatas nas eleições de 2018.

Na ocasião, ele foi reeleito como deputado federal mais votado no estado.

O escândalo foi revelado pelo jornal Folha de São Paulo, em 2019.

O PSL, a qual pertencia Jair Bolsonaro quando foi eleito presidente em 2018, usou um esquema de apoiar mulheres “laranjas” sem qualquer peso eleitoral em Pernambuco e Minas, como forma de desviar recursos públicos.

Parte do dinheiro foi parar em empresas ligadas a assessores de Marcelo na Câmara.

O esquema teria desviado R$ 276 mil dos cofres públicos.

O ex-ministro do Turismo foi indiciado pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa.

Se for condenado, pode pegar até 14 anos de reclusão.

Marcelo também responde à denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG).

No entanto, depois de mais de um ano do indiciamento pela PF e da denúncia do MP-MG, ele ainda não se tornou réu.

O caso está parado nas mãos do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A defesa pediu a anulação do processo, alegando que Álvaro Antônio foi investigado de forma ilegal pelo MP-MG por ter direito a foro especial.

O recurso foi negado pelo hoje presidente do STF, ministro Luiz Fux, em fevereiro de 2019.

Para Fux, valia a jurisprudência do STF que casos de crimes eleitorais cometidos por candidatos à reeleição devem ser apurados pela Justiça estadual e não pelo Supremo.

Equipe TV Democracia

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