O plano nacional de vacinação contra Covid-19 será apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, nesta quarta-feira (16).... Bolsonaro e Pazuello apresentam hoje plano de vacinação contra Covid-19

O plano nacional de vacinação contra Covid-19 será apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, nesta quarta-feira (16).

Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar duas ações sobre a obrigatoriedade da vacinação e a possibilidade de alguma pessoa ser punida ou ter acesso negado às doses da vacina, por exemplo.

Ontem (15), em documento apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU), o ministério da Saúde informou ao STF que pretende iniciar a campanha nacional de vacinação em até cinco dia depois do registro ou aprovação do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a entrega dos primeiros lotes.

A previsão é que a vacinação contra Covid-19 só termine em 16 meses, divididos em quatro meses para imunizar todos os grupos prioritários e em um ano para atingir a “população em geral”.

A vacinação para cada grupo prioritário deverá ser feita em cerca de um mês.

Neste período, cada pessoa vai receber duas doses.

O plano do governo federal estabelece quatro fases.

Na primeira, 29.909.040 doses serão aplicadas em trabalhadores de saúde, pessoas com idade acima de 75 anos, pessoas de 60 anos ou mais que estejam em casas de repouso ou asilos e indígenas.

Na fase seguinte, serão destinadas 44.830.716 doses para o público-alvo formado por idosos de 60 a 74 anos que não estejam em instituições de longa permanência.

Na terceira etapa, 26.590.034 doses serão dadas para indivíduos com comorbidades.

A quarta fase, com previsão de 7.012.572 doses, vai beneficiar professores (nível básico ao superior), forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional.

Terminado o prazo de imunização dos grupos prioritários, começará a contagem dos 12 meses para imunização do restante da população, com a ressalva de que o prazo vai depender da quantidade de vacinas disponíveis.

No documento entregue ao STF, a AGU afirma que ainda não há uma vacina disponível para uso imediato no mercado brasileiro e que ela precisa passar por aprovação da Anvisa, seja para uso regular quanto para emergencial.

Quatro imunizantes estão na fase final de testes no Brasil: a Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, Janssen/Johnson & Johnson, Pfizer/BioNTech e Coronavac (Sinovac/Instituto Butantan).

A Anvisa não recebeu nenhum pedido de registro dos produtos.

A AGU informou que todos os indígenas, sejam os que vivem em aldeias como os que estão em áreas urbanas serão atendidos pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Apesar de não ter sido colocada como grupo prioritário, a população carcerária também será imunizada, diz o ministério da Saúde.

O governo estima que terá 100,3 milhões de doses para serem aplicadas em mais de 51 milhões de brasileiros, mas não incluí a Coronavac como uma das alternativas.

As vacinas a serem fornecidas são as da Oxford/AstraZeneca/Fiocruz (100,4 milhões de doses até julho e 30 milhões por mês no segundo semestre), da Covax Facility (aliança global de produção e distribuição de vacinas coordenada pela Organização Mundial da Saúde – 42,5 milhões de doses) e da Pfizer/BioNTech (70 milhões de doses que estão em negociação e só devem chegar ao país no ano que vem).

Nenhuma das três está sendo fabricada no Brasil enquanto a produção da Coronavac começou na semana passada no Instituto Butantan, em São Paulo.

Equipe TV Democracia

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