Por Rafael Bruza com informações do UOL O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou hoje que tenha pedido a cabeça do superintendente da Polícia...

Por Rafael Bruza com informações do UOL

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou hoje que tenha pedido a cabeça do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro e, ao rebater uma reportagem da Folha de S.Paulo, fez ataques à imprensa que o aguardava na saída do Palácio da Alvorada.

Sem responder perguntas, o mandatário elevou o tom, inflamou seus apoiadores contra os jornalistas e chegou a gritar que os profissionais deveriam “calar a boca”. Bolsonaro abandonou o local na sequência.

“Cala a boca, não perguntei nada. Cala a boca, cala a boca. Não tenho nada contra o superintendente do Rio e não interfiro na PF”, disse o presidente.

A ira decorre, segundo Bolsonaro, de uma reportagem da Folha publicada ontem. No texto, a coluna “Painel”, da jornalista Camila Mattoso, observa que a superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro é um foco de interesse da família Bolsonaro.

O comando da regional já havia sido motivo de impasse entre o presidente e o ex-ministro Sergio Moro, que se demitiu da chefia do Ministério da Justiça e Segurança Pública e acusou Bolsonaro de impor mudanças na estrutura hierárquica da PF por desejo pessoal —um inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) foi instaurado para apurar se houve irregularidade.

Em agosto do ano passado, Bolsonaro atropelou o então diretor-geral da instituição, Maurício Valeixo, e anunciou a substituição do comando da superintendência fluminense, algo que ainda estava sendo discutido internamente.

Valeixo foi o pivô da saída de Moro, pois Bolsonaro exonerou o delegado contra a vontade do ex-ministro. No lugar, ele tentou nomear um amigo pessoal, Alexandre Ramagem. O ato, no entanto, foi barrado por liminar do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Tão logo assumiu o cargo de diretor-geral, o substituto de Ramagem, Rolando Souza, determinou a troca de comando no Rio. Carlos Henrique Oliveira, que estava no exercício da função, foi convidado para ser o diretor-executivo, número dois na hierarquia do órgão.

Agressão à enfermeiras

Antes disto, o presidente ouviu uma apoiadora declarar que o ataque a enfermeiras na última sexta-feira (01) teve presença de pessoas “infiltradas”. A hostilidade foi promovida por Renan da Silva Sena, funcionário terceirizado do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por Damares Alves.

O missionário da Igreja Batista Vale agrediu verbalmente e cuspiu em enfermeiras que faziam uma manifestação na Praça dos Três Poderes, em Brasília, na última sexta-feira (1º).

 

Fabio Pannunzio

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