O presidente Jair Bolsonaro pretende disputar a reeleição em 2022 sem Hamilton Mourão (PRTB-SP) como companheiro de chapa. É o que revela reportagem de... Bolsonaro não quer Mourão como companheiro de chapa na reeleição

O presidente Jair Bolsonaro pretende disputar a reeleição em 2022 sem Hamilton Mourão (PRTB-SP) como companheiro de chapa.

É o que revela reportagem de Gustavo Uribe e Julia Chaib publicada pela Folha de São Paulo nesta segunda-feira (19).

Com base em conversas entre três aliados e o presidente, o presidente disse que Mourão de novo “não dá” porque não conseguiu estabelecer uma relação de confiança com o general da reserva em dois anos de mandato.

Bolsonaro lembrou a dificuldade para escolher um candidato a vice em 2018.

Antes de Mourão, ele convidou a jurista Janaína Paschoal, que foi muito ativa no processo de impeachment da presidente Dilma Roussef (PT), mas a hoje deputada estadual (PSL-SP) recusou.

Para garantir os apoios do nanico PRTB e das Forças Armadas, foi escolhido o general Mourão.

Na época, foi considerada uma boa saída, já que, na opinião de aliados, além de não ser um político de carreira, o militar serviria de escudo para uma eventual abertura de processo de impeachment contra o Bolsonaro no Congresso.

Depois de eleito vice, Mourão acumulou capital político e uma certa popularidade.

Para que haja uma opção honrosa caso fique de fora da chapa com Bolsonaro, ele poderá disputar o Senado ou o governo do Rio Grande do Sul, onde Mourão chefiou o Comando Militar do Sul, em 2022.

A relação entre o presidente e o vice beira ao rompimento.

Um dos comentários que mais irritam Bolsonaro é aquele que avalia Mourão como mais preparado do que ele para ser o presidente da República.

O vice chegou a ter um comportamento mais discreto para não melindrar Bolsonaro.

No entanto, nos últimos meses, ele voltou a conceder declarações diárias à imprensa e ganhar um destaque que não agradou o presidente.

Para 2022, Bolsonaro espera viabilizar o partido Aliança pelo Brasil e colocar um indicado pelo centrão, de preferência evangélico, para ser o companheiro de chapa.

Um deles poderá ser o deputado federal, o pastor Marcos Feliciano (Republicanos-SP), que é do mesmo partido dos filhos do presidente, o senador Flávio (Republicanos-RJ) e o vereador Carlos (Republicanos-RJ).

Mas, não será surpresa se uma ministra for a escolhida.

Uma delas seria Damares Alves (ministério das Mulheres, da Família e dos Direitos Humanos), evangélica, e que era do Progressistas e agora está sem partido.
DAMARES. Fonte PortalT5

A outra seria Tereza Cristina (Agricultura), que é ligada ao agronegócio e é filiada ao DEM.

No entanto, ela não conta com apoio da cúpula do partido, especialmente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é contra a reeleição de Bolsonaro.

Além disso, o DEM pretende lançar o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) como candidato em 2022.

Equipe TV Democracia

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