Nomeado diretor-geral da PF, Ramagem foi acusado de tentar montar uma “Abin paralela” no início do Governo Bolsonaro Nesta terça-feira (28), o presidente Jair...

Nomeado diretor-geral da PF, Ramagem foi acusado de tentar montar uma “Abin paralela” no início do Governo Bolsonaro

Nesta terça-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro nomeou o advogado-geral da União André Mendonça como novo ministro da Justiça para o lugar de Sergio Moro, que deixou o governo na última sexta.

Também foi confirmado o nome de  Alexandre Ramagem, atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Ramagem é próximo da família Bolsonaro e passou a última virada de ano com o filho do president da República, Carlos Bolsonaro.

Ramagem também foi apontado pelos ex-ministros Gustavo Bebianno (já falecido) e general Santos Cruz como  o responsável pela montagem da Abin paralela, no começo do governo Bolsonaro.

Esta versão “paralela” da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tinha como objetivo espionar e fazer dossiês de adversários políticos do Governo.

Bebianno contava que a tentativa partiu de Carlos Bolsonaro, que levou o nome de Ramagem e de três agentes que fariam parte da estrutura paralela. A iniciativa foi abortada por Bebianno e por Santos Cruz.

AGU vira ministro da Justiça

As vagas no Ministério da Justiça e no comando da PF ficaram abertas após a saída do ex-ministro Sergio Moro e do ex-diretor-geral Maurício Valeixo. Moro decidiu deixar o governo depois de Bolsonaro exonerar Valeixo. O ex-ministro alegou que o presidente tenta interferir politicamente na PF – o que Bolsonaro nega.

O cargo de Advogado-Geral da União (AGU) será ocupado por Jose Levi Mello do Amaral Júnior.

Mendonça conheceu Bolsonaro em 21 de novembro de 2018, no mesmo dia em que foi escolhido para comandar a Advocacia-Geral da União. O agora AGU chegou ao gabinete do governo de transição no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília pelas mãos de Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência).

De acordo com aliados de Bolsonaro, a escolha de Mendonça pouparia o presidente de críticas sobre suposta tentativa de tutela do Palácio do Planalto sobre a Justiça.

O novo ministro da Justiça, André Mendonça, e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

Fabio Pannunzio

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