(Assista) Autoridades reagiram às manifestações e agressões que ocorreram nestes atos. Por Rafael Bruza, com informações de diferentes canais de imprensa No fim da...

(Assista) Autoridades reagiram às manifestações e agressões que ocorreram nestes atos.

Por Rafael Bruza, com informações de diferentes canais de imprensa

No fim da manhã deste domingo (3), o presidente Jair Bolsonaro voltou a participar de uma manifestação antidemocrática e inconstitucional em Brasília contra o STF e o Congresso Nacional. Um profissional do jornal O Estado de SP foi agredido no local por defensores do presidente. Os protestos repercutiram na imprensa e em declarações de outras autoridades, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Os protestos também eram críticos ao ex-ministro Sergio Moro. No ato de Brasília, Jair Bolsonaro declarou que não vai mais “admitir interferência” em seu governo e que chegou “ao limite”. O presidente disse ainda ter o apoio das Forças Armadas, sem detalhar a que se referia.

“Nós queremos o melhor para o nosso país. Queremos a independência verdadeira dos três poderes, e não apenas uma letra da Constituição, não queremos isso. Chega de interferência. Não vamos admitir mais interferência. Acabou a paciência. Vamos levar esse Brasil para frente”, afirmou o presidente.

Enquanto o presidente esteve na rampa, jornalistas foram ameaçados por manifestantes. A Polícia Militar precisou se aproximar com um carro para retirá-los do local. “Moro lixo” foi um dos xingamentos que os manifestantes cantam em coro. Faixas pedem a renúncia de Maia da Presidência da Câmara. Outras pedem uma intervenção militar. “STF, preste atenção: sua toga vai virar pano de chão”, também cantaram os manifestantes.

Durante o ato, jornalistas de diversos veículos foram agredidos e hostilizados por participantes do protesto. Um motorista do “Estadão”, que dava apoio à equipe de reportagem, foi atingido por uma rasteira. O fotógrafo Dida Sampaio, do mesmo jornal, foi empurrado e sofreu chutes e murros.

Repercussões

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se manifestou neste domingo (3/5) pelo seu Twitter contra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que agrediram equipes de jornais em manifestação neste domingo, assim como grupo pró-Bolsonaro que na última sexta-feira (1º/5) hostilizou enfermeiros que faziam um protesto silencioso na Praça dos Três Poderes.

“Ontem enfermeiras ameaçadas. Hoje jornalistas agredidos. Amanhã qualquer um que se opõe à visão de mundo deles. Cabe às instituições democráticas impor a ordem legal a esse grupo que confunde fazer política com tocar o terror”, escreveu.

Maia pontuou, ainda, que no Brasil, luta-se “contra o coronavírus e o vírus do extremismo, cujo pior efeito é ignorar a ciência e negar a realidade”. “O caminho será mais duro, mas a democracia e os brasileiros que querem paz vencerão”, relatou.

Ministros do STF

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia afirmou que “quem transgride e ofende a liberdade de imprensa, ofende a Constituição, a democracia e a cidadania brasileira”. Segundo Cármen Lúcia, isso “significa atuar de maneira inconstitucional”. Outro ministro do STF, Gilmar Mendes, afirmou que “a agressão a jornalistas é uma agressão à liberdade de expressão e uma agressão à própria democracia”. “Isso tem que ficar claro”, completou.

No Twitter, o ministro Alexandre de Moraes também se manifestou: “As agressões contra jornalistas devem ser repudiadas pela covardia do ato e pelo ferimento à Democracia e ao Estado de Direito, não podendo ser toleradas pelas Instituições e pela Sociedade”.

Já o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de Bolsonaro Sérgio Moro, que também foi alvo dos ataques proferidos na manifestação, tuitou: “Democracia, liberdades – inclusive de expressão e de imprensa – Estado de Direito, integridade e tolerância caminham juntos e não separados”.

 

 

Fabio Pannunzio

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