O presidente Jair Bolsonaro fez um apelo para os donos de supermercados conterem a alta do preço do arroz. Ele falou sobre o assunto... Bolsonaro pede para supermercados diminuam as margens de lucro sobre os preços da cesta básica e nega tabelamento

O presidente Jair Bolsonaro fez um apelo para os donos de supermercados conterem a alta do preço do arroz.

Ele falou sobre o assunto nesta terça-feira (8), durante encontro com médicos favoráveis ao uso da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes da Covid-19.

Não há nenhuma comprovação científica da eficácia do medicamento no combate ao coronavírus.

Bolsonaro declarou que não pretende tabelar preços e pediu para que os donos de supermercados baixem as margens de lucro de produtos essenciais para “próximas do zero”.

“Tenho apelado para eles, ninguém vai usar a caneta Bic para tabelar nada, não existe tabelamento, mas pedindo para eles que o lucro desses produtos essenciais nos supermercados seja próximo de zero. Acredito que nova safra começa a ser colhida em dezembro, janeiro, de arroz em especial, a tendência é normalizar o preço”.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, garantiu que não vai faltar arroz no país.

Pela manhã, ela participou de uma reunião do conselho do governo com o presidente, ministros e o vice Hamilton Mourão, e a pedido de Bolsonaro, foi questionada por uma youtuber de 10 anos.

A garota perguntou se o preço do arroz ia cair ou subir.

A ministra respondeu: “O arroz não vai faltar. Agora ele está alto, mas nós vamos fazer ele baixar, se Deus quiser vamos ter uma supersafra no ano que vem”.

Bolsonaro afirmou que o governo prepara medidas para encarar a inflação dos alimentos e “dar uma resposta a esses preços que dispararam nos supermercados”, mas não falou quais seriam estas medidas.

Produtos da cesta básica como arroz, feijão, leite e carne tiveram altas expressivas nos últimos meses.

Segundo o superintendente-técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Bruno Lucchi, o confinamento fez os brasileiros comprarem mais alimentos, o que forçou preços para cima antes mesmo das altas provocadas pela entressafras. Além disso, a disparada do dólar em relação ao real encareceu os insumos da agropecuária.

Ele não citou que o dólar mais caro tornou a exportação mais atraente para os produtores do que o abastecimento do mercado interno.

Equipe TV Democracia

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