Às 15h30 desta sexta-feira (26), o Brasil estava a apenas 4 óbitos da trágica marca de 156 mil mortes por Covid-19. De acordo com... Brasil bem perto de 156 mil mortes por Covid-19: Anvisa libera importação de 6 milhões de doses da Coronavac

Às 15h30 desta sexta-feira (26), o Brasil estava a apenas 4 óbitos da trágica marca de 156 mil mortes por Covid-19.

De acordo com os números do consórcio de veículos de mídia, o país chegou a 155.996 óbitos e 5.328.393 casos de coronavírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) entrou na discussão política sobre vacina contra Covid-19 no Brasil.

A porta-voz Margareth Harris afirmou que a OMS escolhe as vacinas com base em critérios científicos, e não pelas nacionalidades das empresas que as desenvolvem.

Foi uma resposta a uma pergunta sobre a decisão do presidente brasileiro de não comprar vacinas chinesas.

Na coletiva diária da agência, em Genebra, na Suíça, Harris disse: “Nós escolhemos a ciência. [A questão] não é a respeito da nacionalidade, e essa é a beleza de ser multilateral, esse é o ponto da ONU (Organização das Nações Unidas). Nós escolhemos a ciência e deveremos escolher a melhor vacina. E como se sabe, não vamos apoiar nenhuma vacina até que seja provado que ela teve o mais alto padrão de segurança e o nível certo de eficácia”.

Esta semana, a vice-diretora da agência, a brasileira Mariângela Simão, informou que das 10 vacinas em estágios mais avançados de pesquisa, cinco são de multinacionais, quatro são chinesas e uma é russa.

“Hoje o mundo depende de muitos produtos farmacêuticos que são oriundos da China: muitos dos princípios ativos farmacêuticos, boa parte das plantas, das fábricas de produção, por exemplo, antibióticos são chinesas, vêm da China”.

Mariângela disse também que, independente da nacionalidade, o importante é que a autoridade sanitária (no caso brasileira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa) esteja alerta.

“O Brasil tem condições de avaliar, por meio da Anvisa, porque uma vacina não pode entrar no mercado antes de terminar a fase 3”.

Depois do Instituto Butantan cobrar da Anvisa a liberação de insumos para a produção da vacina Coronavac desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP) disse hoje (23) que, não acredita que haja interferência política na agência reguladora.

Nesta terça-feira (20), depois de uma reunião com 24 governadores, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou a intenção de compra de 46 milhões de doses da Coronavac.

Pressionado por apoiadores, no dia seguinte, o presidente Jair Bolsonaro vetou a compra da “vacina chinesa de Doria”, causando mal-estar entre os militares porque Pazuello é general da ativa do Exército.

Na coletiva de imprensa desta sexta-feira, em São Paulo, o governador paulista disse que está disposto a conversar com Bolsonaro em Brasília, se for convidado.

“Estamos abertos ao diálogo, estamos abertos a dialogar e a construir um programa que permita que os brasileiros sejam salvos, salvos pelas vacinas, salvos pela orientação correta, salvos pela compaixão, salvos pelo distanciamento de posições ideológicas, colocando o povo brasileiro como prioridade”.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que também participou da coletiva, também falou em diálogo: “Eu espero que, através do diálogo, a gente possa construir a solução. Não apenas para São Paulo, mas para todos os brasileiros que precisam dessa vacina e das outras – da [vacina] de Oxford, vacinas que estiverem prontas –, para que a gente possa garantir proteção, principalmente ao grupo de risco”.

Maia, que cancelou um encontro com Doria em Brasília por estar doente, fez questão de vir a São Paulo.

O deputado, que contraiu a doença, falou desta experiência pessoal: “Para mim, que já tive Covid, infelizmente ela não é um vírus qualquer. Para quem tem sintoma como eu. Eu tive no pulmão, com aumento do D-Dímero, que eu aprendi ao longo do processo, como risco de trombose, com muito medicamento. Perder 10 quilos em 7 dias – não parece um vírus tranquilo. Eu acho não, eu tenho certeza que a vacina é fundamental”.

Horas depois, a Anvisa anunciou a liberação da importação de 6 milhões de doses da Coronavac, mas não comentou sobre a situação dos insumos para a produção brasileira da vacina chinesa.

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