Se Jair Bolsonaro pudesse votar para presidente dos EUA, ele não teria dúvidas de apoiar o candidato à reeleição, o republicano Donald Trump. O...

Se Jair Bolsonaro pudesse votar para presidente dos EUA, ele não teria dúvidas de apoiar o candidato à reeleição, o republicano Donald Trump.

O problema é que, além de não ser americano, Bolsonaro pode votar no político derrotado nas eleições presidenciais do dia 3 de novembro.

Trump está atrás do democrata Joe Biden nas pesquisas eleitorais.

Apesar disso, o presidente brasileiro agiu como cabo eleitoral em cerimônia realizada nesta terça-feira (20), no Palácio do Itamaraty, com as presenças do conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Robert O’Brien, da presidente do Banco de Exportação e Importação dos EUA (Eximbank), Kimberly Reed, e do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Sobre o memorando de entendimentos assinado por Guedes e Kimberly, que prevê até US$ 1 bilhão em créditos americanos para financiamento de projetos no Brasil, Bolsonaro disse que, cada vez mais, os dois países retomam a amizade iniciada em 1822.

No discurso, também reafirmou a torcida pela reeleição de Trump.

“Não preciso esconder isso, é do coração. Não interfiro. Mas, do coração, e pelo respeito que tenho ao povo americano e pelo trabalho e consideração que Donald Trump teve para conosco, é que eu [me] manifesto dessa forma nesse momento. Espero, se essa for a vontade de Deus, comparecer à posse do presidente brevemente reeleito nos EUA”.

A presidente do Eximbank declarou que, os dois governos vão trabalhar em conjunto no desenvolvimento de negócios nas áreas de energia (nuclear, gás e óleo), infraestrutura, logística e mineração.

A agência americana também pretende financiar a implantação das redes de internet móvel de quinta geração (5G) no país.

Os EUA não querem que os países adotem a tecnologia desenvolvida pela empresa chinesa Huawei alegnado que ela colocaria a segurança em risco.

A Huawei, que é uma das maiores fornecedoras de equipamentos de telecomunicações do mundo, nega as acusações, que fazem parte da estratégia do governo Trump contra a concorrência comercial da China, a segunda maior potência econômica do planeta.

Robert O’Brien celebrou a assinatura do memorando como “nunca antes visto, um acordo comercial de ponta que sela parceria entre Brasil e EUA”.

Ele destacou que o financiamento de US$ 1 bilhão terá como destino, “especialmente”, a área de telecomunicações e o 5G, “a moderna nova rede de telecomunicações que o Brasil terá em breve”.

Guedes disse que o acordo chega no momento em que investimentos em logística, cabotagem, mineração, petróleo e gás natural começam a ser desbloqueados no Brasil e que o país espera contar com recursos de organismos internacionais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para “uma grande conexão” de projetos transnacionais de infraestrutura

“Queremos trazer gás da Bolívia, gás da Argentina, queremos cruzar com uma transperuana pelo Acre toda nossa produção de grãos do Centro-Oeste. Pela calha norte, a produção de grãos para Europa ou Ásia. Estamos em um grande esforço de aproximação e abertura da economia brasileira”.

Equipe TV Democracia

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