O Brasil é o terceiro país do mundo onde foram cometidos mais assassinatos de ativistas ambientais e defensores dos direitos humanos em 2019. A... Brasil é o 3º país com mais assassinatos de ativistas ambientais e dos Direitos Humanos em 2019

O Brasil é o terceiro país do mundo onde foram cometidos mais assassinatos de ativistas ambientais e defensores dos direitos humanos em 2019.

A informação consta do relatório da organização não governamental Global Witness, que foi publicado nesta terça-feira (28).

Em 2018, foram registradas 20 mortes. No ano passado, o número subiu para 24, entre eles, 10 indígenas, nove camponeses, dois parentes de ativistas e um servidor público. Os crimes aconteceram em 10 estados. A maioria foi no Pará, onde foram cometidos sete assassinatos.

“É importante dizer que os assassinatos representam apenas o ponto mais nítido dos riscos que os ambientalistas enfrentam. Então, no Brasil, ameaças, fustigamento, criminalização, e também ataques contra os parentes dos defensores e defensoras são comuns”, afirmou o ativista sênior da Global Witness, Ben Leather.

“No ano passado, os indígenas tiveram 100 vezes mais chances de serem assassinados do que qualquer outro defensor ou defensora da terra. Eles representam 42% dos assassinados que nós documentamos no Brasil, mas apenas 0,4% da população”, completou.

O relatório trata do assunto desde 2012. Segundo a Global Witness, quatro defensores da terra são mortos por semana desde o Acordo do Clima de Paris, em 2015.

No mundo, 212 pessoas foram executadas, número recorde. A Colômbia, com 64, e as Filipinas, com 63, estão à frente do Brasil.

No ano passado, foram registrados assassinatos em países da América Latina e Caribe (Colômbia, Brasil, México, Venezuela, Nicarágua, Honduras, Guatemala, Costa Rica, Peru e Bolívia), na Ásia (Filipinas, índia,Indonésia, Cazaquistão e Camboja), na África (República Democrática do Congo, Burkina Faso, Uganda, Gana e Quênia) e na europeia Romênia.

O setor de mineração (garimpo) foi o setor que mais teve relação com os crimes, com 50 ambientalistas mortos, mais da metade vivia na América Latina. Em números absolutos, as Filipinas encabeça esta lista com 16 mortes.

Equipe TV Democracia

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