Os governos do Brasil, Austrália e EUA ganharam as estatuetas do “Fóssil do Ano”. Longe de ser um prêmio honroso, é um símbolo da... Brasil, EUA e Austrália ganham “prêmios” pelas más políticas ambientais

Os governos do Brasil, Austrália e EUA ganharam as estatuetas do “Fóssil do Ano”.

Longe de ser um prêmio honroso, é um símbolo da má gestão ambiental.

Ele é organizado pela Climate Action Network (CAN) e é concedido durante as conferências do clima promovidas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Nesta edição especial, já que a conferência não foi realizada este ano, a CAN destacou os países que “fizeram seu melhor para serem os piores” nos últimos cinco anos.

O Brasil ganhou duas estatuetas.

Uma, na categoria “Não proteger as pessoas dos Impactos Climáticos”, pelo esforço do governo Bolsonaro (e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles) em destruir os ecossistemas brasileiros e não proteger os povos indígenas das queimadas e dos efeitos da mudança do clima.

O outro foi na categoria “Reduzir o espaço da sociedade civil”.

A justificativa é a repressão aos grupos da sociedade civil que resistem às políticas de desmonte ambiental e lutam pelos direitos das comunidades indígenas, com destaque para o Conselho Nacional da Amazônia Legal liderado pelo vice-presidente, general Hamilton Mourão, que tem plano de assumir o “controle” das ONGs que atuam na região até 2022.

Os prêmios foram entregues à coordenadora-geral da ONG Engajamundo, Nayara Amaral, que, evidentemente, não comemorou e defendeu o fortalecimento da sociedade civil.

“A sociedade civil, apesar das ameaças, precisa se fortalecer para pressionar, nacional e internacionalmente, por medidas efetivas de redução nas emissões, pela preservação das florestas e proteção dos indígenas”.

Os EUA do presidente Donald Trump, ganharam estatuetas por “não proverem financiamento climático” e o grande prêmio, o “Fóssil Colossal” por terem se retirado do Acordo de Paris.

O governo do presidente eleito Joe Biden já anunciou que vai voltar ao Acordo do Clima no ano que vem.

O Brasil tinha ficado com o “Fóssil Colossal” de 2019 por “culpar ambientalistas pelas queimadas na Amazônia”.

A Austrália levou o prêmio da categoria “Não honrar a meta de 1,5°C” por defender o carvão mineral e se recusar a adotar uma meta de neutralização de emissões.

Sydney (foto Beno Suckeveris)

Equipe TV Democracia

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