O Brasil passou de 102 mil mortes por coronavírus. De acordo com a pesquisa do consórcio de veículos de mídia, às 13h desta terça-feira... Brasil passa de 102 mil mortes por Covid-19: MEC ignorou quilombolas e indígenas durante a pandemia

(foto Beno Suckeveris)

O Brasil passou de 102 mil mortes por coronavírus.

De acordo com a pesquisa do consórcio de veículos de mídia, às 13h desta terça-feira (11), o país perdeu 102.034 pessoas. Outras 3.068.138 contraíram a Covid-19.

O primeiro caso de coronavírus no país pode ter sido de uma mulher que doou sangue, em Guarapari (ES), no dia 11 de fevereiro. Até então, o primeiro caso oficial foi registrado duas semanas depois, no dia 26 de fevereiro.

A informação foi dada hoje (11) pelo secretário de Saúde do estado, Nésio Fernandes. Ele disse que a paciente, que não teve o nome revelado, não viajou para o exterior e teve problemas respiratórios um mês antes da doação, mas ela já estava assintomática 14 dias anteriores à coleta do sangue.

Fernandes afirmou que anticorpos para o Covid-19 foram encontrados na amostra e que o ministério da Saúde foi notificado.

O Espírito Santo é um dos estados em que os números da pandemia estão em queda.

O governo federal não adotou nenhuma medida para promover educação inclusiva para povos indígenas, pessoas com deficiência e quilombolas durante a pandemia até julho passado.

A denúncia está no relatório da comissão externa da Câmara que acompanha o ministério da Educação (MEC), que até às 14h30 desta terça-feira (11), não havia se manifestado a respeito.

O documento descreve a situação como “preocupante” e critica as trocas de ministros no MEC (Milton Ribeiro é o quarto nomeado pela pasta durante o governo Bolsonaro).

“Houve um apagão do MEC durante a pandemia e o órgão não coordenou nenhuma política emergencial. Para se ter uma ideia, o MEC não sabe quantos alunos na educação básica estão tendo aulas remotas”, disse uma das integrantes da comissão, a deputada Tabata Amaral (PDT-SP).

As aulas estão suspensas na maior parte do país desde março. Cinco meses depois, o MEC ainda não tem regras sobre como vai avaliar o conhecimento dos estudantes durante e depois da pandemia.

A comissão cobrou mais presença do ministério na coordenação de ações nos estados e municípios.

Nesta terça-feira (11), a prefeitura de São Paulo revelou que a organização social Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) usou verbas públicas para pagar advogados em processos criminais nos quais é alvo no Rio de Janeiro. Foram repassados R$ 2,55 milhões.

Na capital paulista, a Iabas gerencia o hospital municipal da Bela Vista e unidades de saúde no Centro e na zona norte. Também foi uma das responsáveis pela administração de parte do hospital de campanha montado no Parque Anhembi, na zona norte, para atender pacientes com coronavírus. O hospital foi desativado no dia 1º de agosto.

No Rio de Janeiro, até junho, a organização social era gestora de oito hospitais, sete deles montados para o combate à pandemia, dos quais apenas dois entraram em funcionamento.

Os contratos foram rompidos e a Iabas é alvo de investigações da Justiça por desvio de verbas públicas para a saúde.

A prefeitura de São Paulo pediu o ressarcimento dos recursos por eles não terem sido utilizados na saúde. Cabe processo por improbidade administrativa, com rompimentos de contratos e desqualificação da Iabas como organização social.

Em nota, o Iabas nega qualquer irregularidade e que é “perfeitamente lícito” utilizar recursos do rateio para pagamento de despesas institucionais, conforme previsto nos contratos de gestão.

Equipe TV Democracia

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