A pandemia do coronavírus matou 170.194 pessoas e contaminou outras 6.122.527 no Brasil. Os dados do consórcio de veículos de imprensa foram divulgados às... Brasil passa de 170 mil mortes por Covid-19: números estão em alta em 10 estados

A pandemia do coronavírus matou 170.194 pessoas e contaminou outras 6.122.527 no Brasil.

Os dados do consórcio de veículos de imprensa foram divulgados às 8h desta quarta-feira (25).

Nas últimas 24h ocorreram 638 mortes e 33.445 casos.

Uma das mortes foi a do ex-governador de Sergipe, João Alves Filho, de 79 anos.

A média móvel de óbitos (491) dos últimos 7 dias ficou 54% acima da variação de 2 semanas anteriores.

A média móvel de casos (30.350) dos últimos 7 dias é 34% maior do que a de 14 dias atrás.

É também o maior número desde o dia 20 de setembro.

Até a noite desta terça-feira (24) 10 estados estavam com os números de mortes em alta: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Ceará, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo e Goiás.

A curva da pandemia estava estável no Distrito Federal e outros 10 estados: Mato Grosso, Pará, Rondônia, Bahia, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Norte.

Em apenas 6 estados (Paraná, Alagoas, Tocantins, Roraima, Amapá e Acre), os números estão em queda.

O governo Bolsonaro não aplicou todos os recursos autorizados por Medidas Provisórias (MP) para contratar profissionais de saúde, compra de testes de Covid-19 para presídios, incentivo da agricultura alimentar para doação de alimentos e para reestruturação de hospitais.

Os créditos foram liberados para o combate da pandemia.

As informações estão em relatórios da Câmara divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo nesta quarta-feira (25).

O maior gasto foi com o auxílio emergencial (R$ 275,4 milhões), mas muito dinheiro ficou parado em vários ministérios.

O da Saúde, por exemplo, recebeu recursos autorizados por uma MP em maio para contratar temporariamente 5 mil profissionais da saúde.

Na ocasião, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que os gastos se limitariam ao período de calamidade pública, mas como a MP não foi analisada pelo Congresso, ela perdeu eficácia em setembro.

De acordo com a Câmara, até o dia 20 de novembro, apenas 4,6% do dinheiro foi usado.

Em nota, o ministério do general Eduardo Pazuello declarou que as contratações foram feitas a partir de demandas de estados e municípios. No entanto, não deu maiores detalhes.

Segundo a pasta, os pedidos devem atender a critérios como a existência de novos leitos para tratamento de pacientes com Covid-19 e ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) acima de 70%: “É necessário que a localidade justifique não ter a possibilidade de contratação por meios próprios”.

O ministério investiu R$ 1,28 bilhão para a compra da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Universidade Oxford (Reino Unido) e pela farmacêutica AstraZeneca.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deverá produzir 100 milhões de doses, mas só recebeu R$ 5,7 milhões dos R$ 641,3 milhões autorizados para o processamento final e absorção da tecnologia.

Uma verba de R$ 70 milhões está garantida desde abril para reestruturação de prédios de hospitais universitários para a abertura de novos leitos de Covid-19 e compra de equipamentos médicos.

Porém, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) utilizou somente R$ 17,1 milhões.

A pandemia matou 121 detentos e 89 agentes penitenciários, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Os números poderiam ter sido menores se os R$ 17,2 milhões destinados para compra de testes rápidos e equipamentos de saúde e instalação de hospitais de campanha para os presídios fossem gastos.

De acordo com a Câmara, do dinheiro autorizado por uma MP de maio apenas R$ 2.400 foram empregados via Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).

Em nota, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) disse que, autorizado por outra MP, gastou R$ 49 milhões em testes e equipamentos de proteção individual para os presídios.

Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste poderiam construir cisternas para ampliar o acesso a água potável. Dinheiro para isto havia, mas o ministério da Cidadania não gastou um centavo sequer dos R$ 86,3 milhões liberados em setembro.

O ministério se defendeu afirmando que faltam projetos, convênios e licitações “que necessitam de estudo e prazos”. Além disso, os recursos eram para escolas do Norte e não para cisternas.

A pasta contou com mais R$ 497,3 milhões para ajudar 85,2 mil agricultores familiares com doação de comida.

No entanto, só aplicou R$ 172,2 milhões.

O ministério alegou que “o ritmo de pagamento depende de cada ente executor”, jogando a responsabilidade para estados e municípios.

O Itamaraty recebeu um crédito extraordinário de R$ 50 bilhões para pagar serviços de assistência a brasileiros no exterior e não explicou porque usou somente R$ 11,5 milhões.

O ministério do Turismo, um dos setores mais atingidos pela pandemia, poderia minimizar a crise com R$ 5 bilhões.

Em nota, afirmou que usou apenas metade para financiar instituições financeiras credenciadas e que “é necessária operacionalização por parte dos agentes financeiros” para o dinheiro chegar às empresas.

Só que a Câmara apurou que nem metade foi aplicada e, sim, 25% dos créditos (R$ 1,2 bilhão).

Equipe TV Democracia

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