O número de mortes por coronavírus no Brasil subiu para 87.131. Também foram registrados 2.423.798 casos. Os dados do consórcio de veículos de mídia... Brasil passa de 87 mil e 2 milhões e 420 mil casos de coronavírus

(São Paulo – foto Beno Suckeveris)

O número de mortes por coronavírus no Brasil subiu para 87.131. Também foram registrados 2.423.798 casos.

Os dados do consórcio de veículos de mídia foram divulgados às 13h desta segunda-feira (27).

A média móvel de mortes ocorridas nos últimos 7 dias foi de 1.074, 2% a mais em relação aos dados registrados em 14 dias.

Já a média móvel de casos – 45.715 – representa uma alta de 22% na comparação com os números notificados em 14 dias.

Na manhã de hoje (27), o secretário estadual da Saúde do Rio de Janeiro, Alex Bousquet, depôs por videoconferência para a comissão da Assembleia Legislativa do estado (Alerj) sobre os gastos do governo no combate à pandemia.

Ele anunciou que, nos próximos dias, serão fechados os hospitais de campanha de Nova Friburgo, Nova Iguaçu e Caxias, que nem chegaram a ficar prontos e entrar em funcionamento, e os do Maracanã e de São Gonçalo, que nem estão mais recebendo pacientes.

Bousquet afirmou que, se houver um aumento de casos, as redes municipais e estaduais, e se necessário, os hospitais particulares, serão suficientes para a demanda.

Para o secretário, a adoção do modelo de hospitais de campanha em janeiro era necessária, porque a pandemia já causava pânico mundial antes de chegar ao Brasil.

A construção de sete hospitais de campanha ficou a cargo da organização social Iabas. Os contratos de R$ 770 milhões não foram cumpridos e por isso, o governo estadual rompeu-os de forma unilateral. Há denúncias de irregularidades e na semana passada, quatro empresários ligados a Iabas foram presos.

O relator da comissão da Alerj, deputado Renan Ferreirinha (PSB-RJ), criticou a adoção do modelo: “Essa estratégia foi um desastre completo. Dos 400 leitos no Maracanã, nunca utilizaram mais de 200. Na unidade de São Gonçalo, que inicialmente teria 200 leitos, jamais usaram mais de 50 vagas”.

Os parlamentares também disseram que houve superdimensionamento da necessidade da implantação de 1,3 mil leitos previstos no contrato com a Iabas.

“Essa estratégia foi um desastre completo. Dos 400 leitos no Maracanã, nunca utilizaram mais de 200. Na unidade de São Gonçalo, que inicialmente teria 200 leitos, jamais usaram mais de 50 vagas”, argumentou o relator da comissão, Renan Ferreirinha (PSB).

No final de semana, as regras da confinamento foram ignoradas nas praias e nos bares cariocas. Muitas aglomerações e pessoas sem portar máscaras foram flagradas como se não houvesse uma crise sanitária.

Em São Paulo, sob pressão das prefeituras, o governo estadual mudou os critérios de mudanças de fases no plano de flexibilização da quarentena. Hoje, as cidades só poderiam subir para a fase verde, a menos restritiva, se a taxa de ocupação de leitos de UTIs ficar abaixo de 60% por quatro semanas seguidas.

Pela nova regra, se a taxa ficar abaixo de 75% pelo mesmo período, o município subirá de fase.

Hoje, a maioria das cidades da região metropolitana de São Paulo, por exemplo, está na fase amarela. Apesar da taxa cada vez menor de distanciamento social e os números altos da pandemia, o governo estadual prevê que, em agosto, a área, que inclui a capital paulista, poderá entrar na fase verde.

Equipe TV Democracia

Nenhum comentário ainda. Comente!

Be first to leave comment below.

O seu endereço de e-mail não será publicado.