Investidores retiraram US$ 50,9 bilhões de aplicações financeiras no Brasil entre maio de 2019 e maio deste ano. A informação foi divulgada hoje pelo... Brasil perde US$ 50,9 bilhões de investidores estrangeiros em um ano

Edifício-Sede do Banco Central do Brasil em Brasília

Investidores retiraram US$ 50,9 bilhões de aplicações financeiras no Brasil entre maio de 2019 e maio deste ano. A informação foi divulgada hoje pelo Banco Central (BC).

Os valores incluem aplicações em ações, fundos de investimentos e títulos de renda fixa. A fuga de capitais mostra que a pandemia não é o único motivo para isto.

Os investidores estão preferindo aplicar em títulos de países desenvolvidos, como os Estados Unidos, ao invés de países emergentes, caso do Brasil. Eles temem a instabilidade política e o aumento do endividamento público provocado pelo aumento de gastos para combater o coronavírus.

A maioria dos recursos líquidos – US$ 33,6 bilhões – saiu do país nos primeiros cinco meses do ano. No mesmo período, houve uma entrada líquida de US 9,7 bilhões. No mês passado, as retiradas somaram US$ 2 bilhões.

O BC também registrou a queda nos gastos de brasileiros no exterior. Foram US$ 200 milhões em maio. O menor valor para o mês em 16 anos.Em comparação com maio de 2019, quando os gastos totalizaram US$ 1,471 bilhão, o recuo foi de 86,4%.

Os números não surpreenderam os economistas. A disparada do dólar, a suspensão de voos e o fechamento de fronteiras para turistas brasileiros são as principais causas para a queda nos gastos no exterior.

Já os gastos de estrangeiros no Brasil somaram US$ 113 milhões. Bem menos do que os US$ 418 milhões registrados em maio de 2019.

Nos primeiros cinco meses de 2020, o total foi de US$ 1,671 bilhão. Uma queda expressiva em comparação ao mesmo período de 2019, quando os estrangeiros gastaram US$ 2,702 bilhões no país.

Os números mostram o fracasso da política de incentivo do turismo estrangeiro no Brasil. No começo do ano, o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto, no qual dispensava turistas dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão de visto de entrada. A medida pré-pandemia foi criticada por não exigir reciprocidade dos governos destes países, que não liberaram os brasileiros da necessidade de visto.

Equipe TV Democracia

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