O Brasil se aproxima de 6 milhões de casos de coronavírus. A doença matou 167.526 pessoas e contagiou outras 5.947.464 no país. Os dados... Brasil se aproxima de 6 milhões de casos de Covid-19: médias seguem em alta

O Brasil se aproxima de 6 milhões de casos de coronavírus.

A doença matou 167.526 pessoas e contagiou outras 5.947.464 no país.

Os dados do consórcio de veículos de imprensa foram divulgados às 8h desta quinta-feira (19).

Nas últimas 24 horas ocorreram 754 óbitos e 38.401 casos de Covid-19.

A média móvel de mortes (584) dos últimos 7 dias é a maior desde 11 de outubro e é 49% em relação à registrada há 14 dias.

É também a maior alta desde maio.

A média móvel de casos (28.342) dos últimos 7 dias subiu 68% em relação a de 2 semanas atrás.

Até a noite desta quarta-feira (18), os números de mortes estavam em alta em 13 estados. Todos os das regiões Sul e Sudeste (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio de Janeiro), Goiás, Mato Grosso, Amapá, Rondônia, Tocantins e Rio Grande do Norte.

A situação estava estável no Distrito Federal e em 6 estados (Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Maranhão, Pernambuco e Piauí).

Em outros 7 estados (Amazonas, Roraima, Alagoas, Ceará, Acre, Paraíba e Sergipe), os números estavam em queda.

Um relatório divulgado nesta quinta-feira (19) apontou que a pandemia cresceu 250% em 3 meses dentro de áreas dos indígenas Yanomani.

Além disso, um em cada três indígenas pode ter sido contaminado.

De acordo com os pesquisadores e líderes das comunidades Yanomani e Ye’kwana que produziram o documento Xawara: rastros da Covid-19 na Terra Indígena Yanomani e a omissão do Estado, a situação é de “total descontrole”.

A Terra Yanomani é a maior reserva indígena do país. Ela fica entre Roraima e Amazonas e ocupa parte da fronteira com a Venezuela.

Mais de 26,7 mil indígenas de cerca de 360 aldeias vivem na reserva.

Entre agosto e outubro, o número de casos de coronavírus avançou de 335 para 1.202 e houve 23 mortes.

A pandemia começou no território em abril, quando foi registrado o primeiro óbito: o do adolescente Alvanei Xirixana, de 15 anos.

Foram registrados casos da doença em 23 das 37 regiões da Terra Yanomani e os líderes indígenas culpam os garimpeiros pela contaminação: “É o garimpo ilegal que está levando essa nova xawara [doença] para dentro da floresta”.

Em junho, os Yanomani lançaram a campanha “#ForaGarimpoForaCovid” para chamar atenção dos não indígenas, dos órgãos públicos e de autoridades para a situação.

Outro problema que agrava a crise sanitária é a impossibilidade de praticar o isolamento social nas aldeias: “É possível que aproximadamente 10 mil Yanomami e Ye’kwana já estejam expostos ao novo coronavírus, em um universo de cerca de 27 mil pessoas, ou seja, mais de um terço da população total, evidenciando uma situação de total descontrole.”

Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com o Instituto Socioambiental (Isa) concluiu que a Terra Yanomani é a mais vulnerável à pandemia entre as regiões indígenas da Amazônia.

O relatório divulgado hoje (19) denuncia a baixa testagem por parte do ministério da Saúde. Foram feitos menos de 10 testes (1.270) em 11 regiões do território indígena (menos de 4,7% da população) e nada foi feito em outras três.

“Ou seja, em mais de um terço das regiões há pouquíssima informação sobre a chegada da Covid-19, reforçando as denúncias dos indígenas de que em realidade o número de contaminados pode ser muito maior”.

Pelos dados oficiais, até a quarta-feira (18), a pandemia matou 9 indígenas e infectou outros 1.052.

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