O número de trabalhadores desocupados subiu de 11,5 milhões para 12,2 milhões, entre os dias 5 e 11 de julho. Os dados estão na...

Av. Paulista, SP (foto Beno Suckeveris)

O número de trabalhadores desocupados subiu de 11,5 milhões para 12,2 milhões, entre os dias 5 e 11 de julho.

Os dados estão na pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira (31).

É um dos reflexos da pandemia na economia brasileira. O desemprego, que atingia 12,3% da população ativa na semana anterior ao levantamento, aumentou para 13,1%. São 76,9 milhões de pessoas.

A taxa de trabalhadores na informalidade passou de 29,9 milhões, no início de maio, quando a pesquisa começou, para 27,6 milhões, em julho, uma alta de 34,0%.

Pela primeira vez desde maio que o número de pessoas que trabalhavam de forma remota (home office) caiu significativamente. Era de 8,9 milhões na primeira semana de julho, para 8,2 milhões na segunda semana do mês. São cerca de 700 mil pessoas que voltaram ao trabalho presencial.

A coordenadora do Plano Nacional de Amostra de Domicílios Covid-19 (Pnad Covid19), Maria Lúcia Vieira, explicou que “a redução foi observada tanto em valores absolutos (643 mil) quanto percentuais (11,6%) e reflete o que já estamos vendo, que é o retorno de parte dessas pessoas aos seus locais de trabalho antes da pandemia”.

A Pnad Covid19 é uma pesquisa feita em conjunto com o ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados ao coronavírus.

Por usar uma metodologia diferente, não é comparável à Pnad Contínua, que é o indicador oficial do desemprego no país. Os dados de junho deveriam ter sido divulgados na última quarta-feira (29), mas o IBGE adiou para 6 de agosto.

Equipe TV Democracia

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