O Brasil vai decidir em cima da hora se adere ao Covax, a aliança mundial de desenvolvimento e distribuição de vacinas contra a Covid-19.... Brasil tem até amanhã para decidir se adere à aliança mundial de vacinas contra a Covid-19

O Brasil vai decidir em cima da hora se adere ao Covax, a aliança mundial de desenvolvimento e distribuição de vacinas contra a Covid-19.

O prazo dado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) termina nesta sexta-feira (18).

Segundo o correspondente da TV DEMOCRACIA em Genebra, na Suíça, Jamil Chade, a decisão final sairá de uma reunião entre o presidente Jair Bolsonaro, o Itamaraty e o ministério da Saúde nesta quinta-feira (17).

Em agosto, o Brasil enviou carta à OMS manifestando interesse em participação do Covax e até detalhou a quantidade de doses que teria interesse em adquirir.

No entanto, o governo questiona as faltas de transferência de tecnologia e de flexibilidade no sistema de compras do produto, o valor, a baixa adesão de outros países (até hoje, segundo o diretor-geral da OMS, o etíope Tedros Adhanom, eram mais de 170) e o próprio fato do Brasil ter um acordo bilateral para ter a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e a multinacional farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca.

A adesão envolve dinheiro, muito dinheiro.

Como o Brasil é classificado pela OMS como país de renda média, teria de pagar pela vacina pelo menos R$ 4,4 bilhão para garantir a imunização de cerca de 20% da população.

A vacina só seria gratuita para aproximadamente 70 países considerados os mais pobres do mundo.

Se aderir ao Covax, o Brasil será um dos maiores investidores, mas terá o benefício de ter o controle sobre as vacinas nem receberá tecnologia.

Por isso, há divergências no próprio governo. A Casa Civil e alas do Itamaraty, que acham a relação custo-benefício “injusta”, preferem negociar diretamente com os laboratórios. Já uma parte do ministério da Saúde é favorável à entrada do país no Covax.

Outros países gostariam que a OMS estendesse o prazo que vence amanhã para poder fazer uma melhor avaliação ou para criar um novo esquema de participação.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), por exemplo, defende o adiamento para conseguir fechar acordos na região.

A prorrogação não é descartada pela OMS, que tem interesse de salvar o projeto que precisa de muito investimento.

Segundo o secretário-geral das Nações Unidas, o português Antônio Guterres, o Covax conta com US$ 2,7 bilhões e necessita de mais US$ 35 bilhões para que ele funcione.

Caso a aliança feche para novas adesões nesta sexta-feira, no mês que vem, os países signatários, exceto os mais pobres, teriam que depositar o equivalente a 15% do valor final.

Equipe TV Democracia

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