O Brasil registrou 114.469 mortes e 3.589.469 casos de coronavírus. Os números do consórcio de veículos de mídia foram divulgados às 8h deste domingo... Brasil tem quase 114.500 mortes e 3 milhões e 600 mil casos de coronavírus

O Brasil registrou 114.469 mortes e 3.589.469 casos de coronavírus.

Os números do consórcio de veículos de mídia foram divulgados às 8h deste domingo (23).

O quadro piorou neste sábado (22) com quatro estados voltando para o grupo dos que estão com a pandemia em alta que, agora, tem o Distrito Federal, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Tocantins, Bahia e Rio Grande do Norte.

A situação é de estabilidade, ou seja, o número de mortes não recuou nem subiu significativamente nos estados do Pará, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Acre, Paraíba, Piauí e Espírito Santo.

Já o número de óbitos decresceu no Mato Grosso, Amapá, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Alagoas, Rondônia e Roraima.

Os partidos Rede, PCdoB e PSOL protocolaram ontem (22) um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o governo do Distrito Federal (DF) mude a metodologia adotada nesta semana para divulgar as mortes causadas por Covid-19.

O pedido será relatado pelo ministro Alexandre de Moraes que, em junho, determinou ao ministério da Saúde que retomasse a metodologia antiga.

Os partidos entendem que o DF “busca,exclusivamente, fugir de apresentar os dados em sua integralidade, impedindo-se que o cidadão tenha conhecimento deles para que seja feito o controle social. Com o novo método perde-se a referência de comparação e, portanto, sequer é possível, aferir se as medidas tomadas pelo Poder Executivo são eficazes”.

O governador Ibaneis Rocha (MDB-DF) disse que a nova forma “não muda nada. As pessoas morrem, infelizmente, em determinado dia e determinada causa. Computador o dia de forma separada ou acumulada é só uma questão de metodologia”.

O secretário de saúde do DF, Francisco Araújo, justificou que o método anterior adotado pelo mundo “não estava funcionando”.

“Nem tudo que o ministério da Saúde preconiza precisa ser seguido. Cada estado precisa rever a sua metodologia, como nós estamos revendo a nossa aqui, para que não haja uma intranquilidade na população, de uma informação que ela não é real”, justificou quando anunciou a mudança na quarta-feira (19).

Coincidentemente, o DF, que chegou a ser um exemplo de controle da pandemia, faz parte das unidades de federação, onde os números da pandemia não param de crescer.

Na segunda-feira (17), foram registradas 66 mortes, recorde em um dia.

Neste número, a secretaria somou cinco óbitos ocorridos entre junho e julho, e os demais nos primeiros 16 dias deste mês.

A segunda onda de Covid-19 não mudou as convicções do secretário. Ele está convencido que a alteração adotada no DF é a certa e o resto do mundo está errado.

“Não é só você pegar o boletim e divulgar o montante de óbitos que teve ali. Por que eu falo isso? Porque a nossa letalidade, a letalidade do Distrito Federal é uma das menores do país, e a gente precisa divulgar isso. Então quando jogamos para a sociedade 66 óbitos na segunda-feira, onde aconteceu só um, de certa forma isso é desassossegador para a população”.

Equipe TV Democracia

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