O Brasil chegou a 176.063 mortes e 6.735.373 casos de coronavírus às 13h desta quinta-feira (10). Os dados são do consórcio de veículos de... Butantan já produz Coronavac: vacina interessa a 11 estados e 912 municípios

(foto Beno Suckeveris)

O Brasil chegou a 176.063 mortes e 6.735.373 casos de coronavírus às 13h desta quinta-feira (10).

Os dados são do consórcio de veículos de mídia

O Instituto Butantan de São Paulo começou ontem (9) a produção da vacina Coronavac desenvolvida em conjunto com o laboratório chinês Sinovac.

A vacina ainda não foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deverá receber a documentação sobre os estudos sobre última fase de testes na semana que vem.

A fábrica do Butantan vai funcionar ininterruptamente 24h por dia, 7 dias por semana e a previsão é que a produção alcance 1 milhão de doses por dia.

Segundo o governo de São Paulo, 11 estados e 912 municípios e até outros países como a Argentina estão interessados na compra da Coronavac.

Se a vacina for liberada pela Anvisa, a expectativa é que o estado comece a vacinação em massa no dia 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo.

Outra vacina que poderia ser aplicada em brasileiros é a da multinacional americana Pfizer e da empresa alemã BioNTech, que já está sendo utilizada na campanha de imunização do Reino Unido e poderá seguir o mesmo caminho no Canadá, EUA, Arábia Saudita e Barein.

Nesta quinta-feira (10), a respeitável revista científica New England Journal of Medicine publicou os resultados preliminares da fase 3 da vacina Pfizer/BioNTech.

A publicação significa que os dados da pesquisa foram analisados e validados por cientistas independentes.

Os estudos concluíram que a eficácia é de 95% na prevenção da doença e que não foram registrados efeitos adversos graves. Ou seja, 95% das pessoas vacinadas ficam protegidas contra a Covid-19.

Outro dado importante: a eficácia foi de 94,7% em idosos com mais de 65 anos.

Apenas 8 pessoas que receberam o imunizante contraíram Covid-19, enquanto 162 voluntários que receberam placebo (substância inócua) testaram positivo.

Dos 10 casos graves, nove foram no grupo placebo e apenas um entre os vacinados. Felizmente, ninguém morreu.

Os testes foram feitos com 43.448 voluntários do Brasil, EUA, África do Sul e Argentina – 21.720 receberam a vacina e 21.728 ficaram no grupo placebo, com idade mínima de 16 anos.

Não houve pesquisa para avaliar a eficácia de apenas uma dose.

Cada participante do grupo da vacina recebeu duas doses, com intervalo de 21 dias.

A eficácia apareceu depois de 28 dias de aplicação da primeira dose e 7 dias após a segunda dose.

Apenas 2% relataram dor de cabeça e 3,8% reclamaram de fadiga depois da segunda dose.

Equipe TV Democracia

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