O ex-ministro da Economia, Luis Arce Catatora, venceu as eleições presidenciais da Bolívia em primeiro turno. Com a apuração de votos de menos de... Candidato de Morales vence eleições presidenciais bolivianas

O ex-ministro da Economia, Luis Arce Catatora, venceu as eleições presidenciais da Bolívia em primeiro turno.

Com a apuração de votos de menos de 20%, em uma rede social, a presidente interina, Jeanine Añez, deu a notícia nesta segunda-feira (19).

“Ainda não temos a contagem oficial, mas pelos dados que temos acesso, o senhor Arce e o (candidato a vice) senhor Choquehuanca ganharam a eleição. Cumprimentos aos ganhadores e peço que governem pensando na Bolívia e na democracia”.

Duas pesquisas de urna apontaram vitória do candidato do ex-presidente Evo Morales com mais de 52% dos votos contra cerca de 31% do ex-presidente Carlos Mesa e 14% do líder da extrema-direita, Luis Fernando Camacho.

Os demais candidatos somaram menos de 2% dos votos.

Na Bolívia, se um dos candidatos tiveram pelo menos 40% dos votos válidos e mais de 10 pontos percentuais a mais do o segundo colocado, ele pode ser eleito no primeiro turno.

Se ninguém conseguir esta vantagem, o segundo turno será realizado no dia 29 de novembro.

As eleições deste domingo (19) transcorreram pacificamente.

Foram as primeiras sem a participação de Evo Morales desde 1997.

Ele renunciou no ano passado, depois de um onda de violência que seguiram à anulação da eleição presidencial e hoje vive na Argentina.

Morales comemorou a vitória de Arce em uma rede social: “Irmãos e irmãs, a vontade do povo prevaleceu. Foi uma vitória contundente”.

Arce, de 57 anos, nasceu na capital boliviana, La Paz, em uma família de professores.

Formou-se em economia na Bolívia, fez mestrado no Reino Unido e quando voltou ao país, foi funcionário de carreira do Banco Central.

Quando Morales assumiu o poder, em 2006, ele nomeou Arce para o ministério da Fazenda que, em 2009, seria rebatizado de ministério da Economia e Finanças Públicas.

Entre as medidas adotadas, estão o incentivo ao mercado interno, estabilidade cambial, a promoção de políticas de industrialização de recursos naturais, incluindo as estatizações no setor de hidrocarbonetos.

A Petrobras, por exemplo, teve uma refinaria de gás natural nacionalizada e o Brasil teve os valores do acordo de fornecimento do produto revistos a favor da Bolívia.

A Bolívia passou a ser um dos países que mais cresceram na América do Sul. Houve expansão da classe média e aumento das reservas cambiais.

Foi o que Morales chamou de “milagre econômico boliviano”.

Em 2017, Arce, com câncer renal, renunciou ao cargo e fez o tratamento no Brasil.

Voltou a ser ministro até novembro do ano passado, quando Morales renunciou.

Em janeiro, o Movimento para o Socialismo (MAS) escolheu Arce e o ex-chanceler David Choquehuanca como vice para as eleições presidenciais de maio que, por causa da pandemia, foram adiadas para 18 de outubro.

Equipe TV Democracia

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