A jogadora de vôlei de praia, Carol Solberg, vai recorrer ao Tribunal Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra a punição sofrida... Carol Solberg vai recorrer ao Pleno do STJD contra punição por gritar “Fora Bolsonaro”

A jogadora de vôlei de praia, Carol Solberg, vai recorrer ao Tribunal Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra a punição sofrida na terça-feira passada (13).

A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (19).

Ela foi advertida pela 1ª Comissão Disciplinar do STJD por ter gritado “Fora Bolsonaro” em uma entrevista pós-jogo do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia.

A atleta e a defesa dele não concordaram com o arquivamento do caso.

Eles entendem que o tribunal desportivo não pode agir como censor e impedir a liberdade de expressão.

Em nota, os advogados Felipe Santa Cruz, que é também presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e Leonardo Andreotti, vão alegar que o fato é atípico e que nem o Código Brasileiro de Justiça Desportiva tampouco o regulamento das competições proíbem expressamente a conduta da atleta.

Na semana passada, Carol foi condenada por 3 votos a 2.

O relator do caso, Robson Vieira, defendeu a tese de que ela descumpriu trecho do regulamento que proíbe dar opinião que prejudique a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) ou seus parceiros comerciais.

Ele pediu que a jogadora não fosse multada e apenas advertida, e foi seguido por um colega.

A votação ficou empatada em 2 a 2 por dois auditores entenderam que Carol não infringiu o regulamento.

O presidente da comissão, Otacílio Araújo, deu o voto de Minerva contra a jogadora.

Ele disse que era um “puxão de orelha”, um alerta para que ela não se posicionasse publicamente no campo de jogo.

Equipe TV Democracia

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