Um grupo de 152 arcebispos e bispos brasileiros da Igreja Católica lançou a “Carta ao Povo de Deus” com duras críticas ao governo do... Carta ao Povo de Deus traz fortes críticas ao governo Bolsonaro

(foto André Borges/Agência Brasília)

Um grupo de 152 arcebispos e bispos brasileiros da Igreja Católica lançou a “Carta ao Povo de Deus” com duras críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) negou qualquer responsabilidade no assunto. O Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre o documento, que se tornou público neste domingo (26).

Na carta, os religiosos mencionam que o governo federal demonstra “omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres”. Em outros trechos, citam a “incapacidade para enfrentar crises; o desprezo pela educação, cultura, saúde e pela diplomacia também estarrece, situação visível nas demonstrações de raiva pela educação pública, no apelo a ideias obscurantistas; na escolha da educação como inimiga e nos sucessivos e grosseiros erros na escolha dos ministros”.

Eles também afirmam que Bolsonaro usa no nome de Deus para “difundir mensagens de ódio e preconceito, ao invés de pregar o amor”.

No documento, é pedida união por um diálogo contrário às ações do governo. Os religiosos convocam os fiéis para “um amplo diálogo nacional que envolva humanistas, os comprometidos com a Democracia, movimentos sociais, homens e mulheres de boa vontade, para que seja restabelecido o respeito à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito. Com ética na Política, com transparência das informações e dos gastos públicos, com uma economia que vise ao bem comum, com justiça socioambiental, com terra, teto e trabalho, com alegria e proteção da família, com educação e saúde integrais e de qualidade para todos”.

Na carta, o grupo afirma que o Brasil atravessa “um dos momentos mais difíceis de sua história, vivendo uma tempestade perfeita que culminaria em uma crise em precedentes na saúde e em um avassalador colapso na economia, com a tensão provocada em grande medida pelo presidente da República e outros setores da sociedade”.

Em outro trecho, outra forte crítica: “Todos, pessoas e instituições, seremos julgados pelas ações ou omissões neste momento tão grave e desafiador. Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo das milhares de mortes pela Covid-19, tratando-o como fruto do acaso ou do castigo divino, o caos socioeconômico que se avizinha, com o desemprego e a carestia que são projetados para os próximos meses; e os conchavos políticos que visam a manutenção do poder a qualquer preço”.

Equipe TV Democracia

Nenhum comentário ainda. Comente!

Be first to leave comment below.

O seu endereço de e-mail não será publicado.