A execução da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes completa 1.000 dias nesta terça-feira (8) com duas perguntas sem respostas. Quem... Caso Marielle completa 1.000 dias sem sabermos a motivação e o mandante do crime

A execução da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes completa 1.000 dias nesta terça-feira (8) com duas perguntas sem respostas.

Quem mandou praticar o crime e qual foi a motivação?

Marielle e Anderson foram assassinados pelo policial militar reformado, Ronnie Lessa, que teve como cúmplice Élcio de Queiroz, expulso da PM, na noite do dia 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, região central do Rio de Janeiro.

Lessa e Queiroz, que estão presos desde março de 2019, ainda não foram levados a julgamento em júri popular.

As execuções são investigadas pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil do Rio e pelo Ministério Público do estado (MP-RJ).

O secretário da Polícia Civil, Allan Turnowski, colocou o crime como prioridade para ser solucionado.

Durante o processo, além de Lessa e Queiroz, foram presas várias pessoas, entre elas, a mulher de Ronnie, Elaine, e o cunhado dele, Bruno Figueiredo.

Até agora não foi encontrada a arma do crime. Há suspeita de que ela foi jogada no mar.

No dia 17 de setembro de 2019, a então procurador-geral da República, Raquel Dodge, apresentou denúncia contra cinco pessoas por interferência nas investigações ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Foram denunciados um policial federal, um policial militar, uma advogada e o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Domingos Brazão, e um funcionário do gabinete dele.

Dodge também pediu a federalização do caso, mas a proposta foi rejeitada e as apurações seguem na Polícia Civil e no MP-RJ.

Hoje (8), um protesto silencioso marcou os mil dias dos homicídios.

Mais de 500 despertadores foram colocados em frente à Câmara de Vereadores do Rio.

A viúva de Marielle, Mônica Benício, eleita vereadora pelo PSOL no dia 15 de novembro, falou sobre o que sente em relação ao caso.

“Do ponto de vista pessoal, é muito doloroso, porque não tem um fechar de luto, não tem sequer uma possibilidade de fazer um luto que caiba, paralelo a essa luta de justiça. Mas essa luta por justiça tem um custo emocional muito grande. Então, é um desafio lidar com esses mil dias sem resposta”.

Na Câmara, ela pretende continuar as causas ligadas à comunidade LGBTI e outras defendidas por Marielle, que era vereadora em primeiro mandato quando foi morta.

Mônica não tem dúvidas sobre a motivação da execução da companheira e do motorista.

“Está mais do que dado que é um crime político, que tem mandantes. A gente está falando de duas pessoas que foram pagas para fazer o que fizeram, e que já deveriam estar presas há muito tempo. Eu não sei nem te dizer quando é que chega algum tipo de paz, alguma vida um pouco mais serena”.

Equipe TV Democracia

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