(Assista a Notícia) O acordo envolvendo distribuição de cargos no Governo Federal contraria discursos recentes de Bolsonaro e promessas de campanha, feitas em 2018....

(Assista a Notícia) O acordo envolvendo distribuição de cargos no Governo Federal contraria discursos recentes de Bolsonaro e promessas de campanha, feitas em 2018.

Da Folha de SP

Gigantes do chamado centrão, como PP, PL e Republicanos, estão gerenciando a distribuição de cargos do Governo Federal para atrair partidos menores para a base de apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O Diário Oficial da União desta quarta-feira (06), trouxe a nomeação de Fernando Marcondes de Araújo Leão como diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), com salário de R$ 16,9 mil.

Após os encontros com Bolsonaro, líderes dos partidos do centrão, que conta com cerca de 200 dos 513 parlamentares da Câmara, se colocaram publicamente contra pedidos de Impeachment. Para que a destituição seja deflagrada via impedimento no Congresso, é preciso autorização do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é atualmente adversário de Bolsonaro, mas resiste em aceitar pedidos de destituição.

O Senado só é autorizado a abrir o processo de Impeachment do presidente após voto favorável de pelo menos 342 de 513 deputados da Câmara (dois terços da casa). Portanto, o presidente precisa ter apoio de pelo menos 172 parlamentares para que pedidos de Impeachment sejam rejeitados.

Nova política?

O acordo envolvendo distribuição de cargos no Governo Federal contraria discursos recentes de Bolsonaro e promessas de campanha, feitas em 2018.

No dia 19 de abril, Bolsonaro fez críticas à “velha política” e disse que não faria negociações no Congresso. A declaração foi realizada durante manifestação em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, que defendeu intervenção militar no Brasil.

“Nós não queremos negociar nada. Nós queremos é ação pelo Brasil. O que tinha de velho ficou para trás, nós temos um novo Brasil pela frente”, disse a manifestantes, que se aglomeraram em frente ao Quartel General do Exército e traziam faixas em defesa de uma intervenção militar.

Fabio Pannunzio

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