A Polícia Civil do Distrito Federal disse hoje, que a chácara, onde foi feita uma operação de busca e apreensão, era usada para reuniões... Chácara do DF era utilizada para treinamento paramilitar

A Polícia Civil do Distrito Federal disse hoje, que a chácara, onde foi feita uma operação de busca e apreensão, era usada para reuniões e treinamento paramilitar por três grupos extremistas que apoiam o governo do presidente Jair Bolsonaro,

Na operação deste domingo, os policiais apreenderam fogos de artifício, celulares, um facão, um cofre e planos de ações dos grupos Patriotas, 300 do Brasil e QG Rural na chácara que fica em Arniqueira, a 22km da Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira, o delegado Leonardo Castro, da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (CECOR) declarou que, não só o local como um outro acampamento na região de Rajadinha, no entorno de Brasília, eram usados para fazer treinamentos paramilitares, de inteligência e outros. A mudança para Arniqueira aconteceu depois que o chamado Núcleo Rural Rajadinha foi desmobilizado.

Segundo o delegado, a operação foi apressada depois que os suspeitos anunciaram que, na manifestação deste domingo, na Esplanada dos Ministérios, haveria uma grande surpresa para os governantes. Os policiais acreditam que os grupos iam usar os fogos de artíficios ou outras armas que estavam guardadas.

Um caderno com anotações que podem conter prestações de contas foi apreendido. O material pode levar aos financiadores dos movimentos antidemocráticos. As imagens das câmeras de segurança instaladas no perímetro da chácara também serão analisadas pela polícia.

A chácara pertence ao empresário goiano André Luiz Bastos Paula Costa, suspeito de ser um desses financiadores. Ele já é investigado por ameaçar o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF) em vídeos postados em redes sociais. Hoje, o empresário foi intimado pela polícia para depor sobre a operação na propriedade dele.

Sara “Winter” Geronomini, uma das líderes de um dos grupos extremistas, “300 do Brasil”, está presa num presídio feminino do Distrito Federal.

Equipe TV Democracia

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