A China aprovou nesta terça-feira (30), a lei de Segurança Nacional para Hong Kong. Ela prevê repressão ao “separatismo, terrorismo, subversão e conluio com... China aprova lei que restringe a autonomia de Hong Kong

A China aprovou nesta terça-feira (30), a lei de Segurança Nacional para Hong Kong. Ela prevê repressão ao “separatismo, terrorismo, subversão e conluio com forças externas e estrangeiras”, numa referência às manifestações em massa contra Pequim e o governo local acusado de ser pró-China.

Um dos líderes do movimento pró-democracia, Joshua Wong, publicou numa rede social, que a lei “representa o fim de Hong Kong como era conhecido em todo o mundo. Com poderes ampliados e uma lei mal definida, a cidade se transformará em estado de polícia secreta.”

Um partido pró-democracia se autodissolveu, se antecipando a uma eventual proibição de funcionamento. A oposição pró-democracia na ex-colônia britânica e em vários países como os Estados Unidos e a União Europeia consideram que a lei é um ataque à autonomia e pode ser usada para silenciar a dissidência e enterrar o status de liberdade do povo de Hong Kong.

Nesta segunda-feira (29), a China proibiu a entrega de vistos para entrada em Hong Kong a cidadãos norte-americanos. Foi uma represália à decisão de Washington de não vender mais equipamentos sensíveis de defesa para Hong Kong.

A lei precisa ser aprovada pelo Parlamento de Hong Kong. A governadora local, Carrie Lam, um dos alvos das manifestações pró-democracia, recusou-se a comentar o texto. “Acho que não é para eu comentar neste momento questões relacionadas à lei de Segurança Nacional”, declarou Lam.

É possível que passe a vigorar a partir de amanhã (1º). A data marca o 23º aniversário da transferência do poder britânico sobre a ex-colônia para a China. O compromisso firmado em 1997 definiu que, Hong Kong prosseguiria com certas liberdades e com autonomia legislativa e judicial em relação a Pequim durante 50 anos.

Cerca de quase 7,5 milhões de moradores de Hong Kong tem liberdades de expressão e de imprensa e uma justiça independente.

O acordo ficou conhecido como “um país, dois sistemas”, numa referência aos sistemas comunista da China e capitalista da ex-colônia britânica.

Tradicionalmente, no aniversário da transferência, acontecem manifestações contra a China continental. Resta saber, se amparados com a nova lei, as forças chinesas não vão reprimir os atos com violência.

Equipe TV Democracia

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