O ex-presidente e hoje senador Fernando Collor (PROS-AL) é um dos alvos da Operação Quinto Ato deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (21).... Collor é alvo de operação da PF: ele teria comprado jatinho com dinheiro de propina

O ex-presidente e hoje senador Fernando Collor (PROS-AL) é um dos alvos da Operação Quinto Ato deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (21).

O nome da operação é uma referência ao rastreamento financeiro feito pela PF a partir da 5ª prestação de um jato executivo comprado por Collor com dinheiro de propina.

As investigações começaram em 2014 em torno do pagamento de propina para a liberação de licenças ambientais no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no Paraná.

Cerca de 50 policiais participam da operação autorizada pelo ministro Edson Facchin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Facchin expediu 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Paraná e Santa Catarina e determinou o bloqueio de bens dos investigados no total de R$ 1,1 milhão.

Além do ex-presidente, são alvos o empresário João Carlos Ribeiro (PSC-PR), candidato a prefeito de Pontal do Paraná, advogado Luiz Alberto Spengler e o ex-senador Ataídes de Oliveira (PP-TO).

A operação de hoje (21) é desdobramento de outra, a Politeia, deflagrada pelos procuradores federais da Lava Jato há cinco anos, quando carros de luxo do ex-presidente foram apreendidos.

Entre 2014 e 2015, propinas teriam sido pagas para a liberação de uma licença ambiental do Ibama para a instalação de um porto em Pontal do Paraná, cidade vizinha de Paranaguá, onde já há um porto.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou uma transferência bancária de R$ 1,1 milhão feita pelo empresário João Carlos Ribeiro, que pretendia construir o porto, ao escritório de advocacia Spengler & Padilha.

Segundo as investigações, o advogado Luiz Alberto Spengler fez sucessivos repasses em favor do ex-presidente que, por sua vez, usou o dinheiro para o pagamento de um jatinho do então senador Ataídes de Oliveira.

Uma das licenças do Ibama ao Porto de Pontal do Paraná foi concedida três dias antes de um repasse de R$ 1 milhão.

Collor, que participou da sabatina de Kassio Nunes Marques nesta quarta-feira (21), no Senado, publicou em uma rede social: “Fui surpreendido hoje com este ato inusitado. Fizeram busca e nada apreenderam, até porque não tinha o que ser apreendido. Vou tentar apurar a razão deste fato de que fui vítima. Nada tenho a temer. Minha consciência está tranquila”.

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