O Brasil vai ser avaliado por uma comissão independente criado para investigar a atuação da Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate à pandemia... Comitê independente vai avaliar a política brasileira de combate à pandemia de Covid-19

O Brasil vai ser avaliado por uma comissão independente criado para investigar a atuação da Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate à pandemia da Covid-19.

A informação foi dada pelo correspondente da TV DEMOCRACIA em Genebra, na Suíça, Jamil Chade, nesta quarta-feira (11).

A comissão foi criada depois que a OMS foi criticada pelo governo do presidente americano, Donald Trump por suposto favorecimento à China e pela demora em decretar o estado de pandemia.

O Brasil apoiou a proposta dos EUA e até tentou incluir o ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, no órgão. Mas, ele teve a candidatura rejeitada.

Por causa dos números elevados de mortes e casos, o governo Bolsonaro será um dos casos principais a serem investigados pelo comitê presidido pela ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, e pela ex-presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf.

Oficialmente, o Brasil não é obrigado a responder ao órgão.

No entanto, seria constrangedora a recusa de cooperar com o comitê que ele mesmo defendeu a criação, o que aumentaria ainda mais o descrédito do governo Bolsonaro no exterior.

“Alguns países lidaram bem com o vírus e deveríamos perguntar o que podemos aprender com eles.Adotaram a máscara universal nos cuidados de saúde e em contextos comunitários, investiram na descoberta de casos, testes, rastreio e capacidades dos sistemas de saúde pública baseados na comunidade, e prepararam os seus sistemas de saúde para lidar com o surto nos casos de Covid-19”, afirmou a ex-presidente da Libéria.

A ex-premiê Clark enumerou as três perguntas que serão feitas aos países:

1) Como foram definidas estratégias nacionais e subnacionais, e como é que as estratégias para limitar o surto evoluem com o tempo?

2) Como têm sido utilizadas as provas científicas ao longo deste processo?

3) Como evoluíram as estratégias à medida que se tornaram disponíveis novas provas?

Além disso, o comitê vai querer saber se os governos levaram em conta as recomendações científicas e da OMS ou se adotaram outras estratégias.

Isso incluirá o exame se houve incentivo para evitar aglomerações, se houve uma comunicação com a população sobre os reais riscos e se líderes políticos deram exemplo.

Para obter as respostas, o comitê vai pedir reuniões com representantes de cada um dos países e acesso a documentos e estratégias nacionais.

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