Autoridades do governo federal, entre elas o presidente Jair Bolsonaro e o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, há quase três meses no... Congresso decreta luto de 4 dias em memória das 100 mil mortes por Covid-19

Autoridades do governo federal, entre elas o presidente Jair Bolsonaro e o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, há quase três meses no cargo, não se manifestaram neste sábado (8) a respeito da tragédia do coronavírus no país que chegou a 100 mil mortes.

Já O presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) decretou luto de quatro dias em memória das 100 mil mortes causadas pelo coronavírus.

“Hoje (8) é um dos dias mais tristes da nossa história recente. O Brasil registra 100 mil vidas perdidas para a Covid-19. O Congresso Nacional decreta luto oficial de 4 dias em solidariedade a todos os brasileiros afetados pela pandemia e às vítimas desta tragédia”, lamentou Alcolumbre.

Presidentes da Câmara, Rodrigo Maio, e do Senado, Davi Alcolumbre (foto Orlando Brito)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em nome da casa, também prestou solidariedade aos familiares e amigos das vítimas desta grande tragédia: “Chegamos hoje (8) à absurda marca de 100 mil mortos pela Covid-19. Número que, infelizmente, já havia sido previsto lá atrás, ainda na gestão do ex-ministro Mandetta. Estamos convivendo diariamente com a pandemia, mas não podemos ficar anestesiados e tratar com naturalidade esses números. Cada vida é única e importa”.

Em nome do Poder Judiciário e do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do STF, ministro Dias Toffoli declarou: “Somos uma nação enlutada, que sofre pela perda de familiares, amigos e pessoas do nosso convívio social. Jamais vivemos uma tragédia dessa dimensão em nosso país. São 100 mil pessoas que tinham um nome, uma profissão, projetos e sonhos. 100 mil vidas que certamente deixaram sua marca no mundo e na vida de outras pessoas. São filhas e filhos que não mais estarão com seus pais no dia especial de amanhã. São pais que não terão o que festejar neste domingo”.

O presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernando Pigatto afirmou: “Nós não podemos deixar de registrar esse triste momento da história do nosso país, fruto da irresponsabilidade criminosa e genocida do presidente da República e seus seguidores. Nós continuaremos com a nossa missão, que a história nos reservou: salvar vidas. Forte AbraSUS a todos amigos e familiares das pessoas que perdemos. Por elas, continuaremos lutando”.

Em nota, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) também citou o Sistema Único de Saúde (SUS): ” Nesse cenário da pandemia do coronavírus, o Brasil pode sentir o peso do desmonte e do desfinanciamento do SUS. O novo sentimento que o povo reconhece na importância do SUS trará a força e a pressão política para a sua consolidação. O SUS foi criado para garantir o direito universal à Saúde e chegou a hora de tirar as pedras do seu caminho. Desrespeitar esse mandato tal como o governo vem fazendo é ser contra as Leis. Sem democracia não há saúde”.

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), aliada do presidente Bolsonaro, foi por outro caminho: “No mesmo dia que a esquerda parece comemorar 100 mil mortes por Covid-19, o Brasil já soma 2 milhões de curados. Mas esse segundo dado você não verá na imprensa e nos perfis dos que usam mortes para fazer política”.

Um ex-aliado, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que tampouco faz parte da esquerda e da imprensa, declarou: “Não podemos nos conformar, nem apenas dizer #CemMilEdaí. São mais de 100 mil mortos; 100 mil famílias que perderam entes para a Covid-19. Que a ciência nos aponte caminhos e que a fé nos dê esperança”.

O deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) que, quando era ministro da Cidadania do governo Bolsonaro, previu que o país não teria mais de 5 mil mortes por coronavírus, disse hoje (8): “100 mil óbitos pela Covid-19 é uma grande tragédia humana. Minha solidariedade a todos que perderam aqueles que amavam e aos profissionais da saúde que estão na linha de frente do combate”.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, não poupou nas críticas: “Oficialmente, atingimos 100 mil mortos pela Covid-19. Este é o resultado do pior governo do mundo no combate à pandemia e à crise econômica. O maior culpado disso tem nome e sobrenome: @jairbolsonaro.

O deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS), aliado do governo, foi na mesma argumentação de Carla Zambelli: “O Brasil registrou 2.068.394 de recuperados da Covid-19. No mundo, estima-se que pelo menos 13 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram.”

Outro deputado federal, mas da oposição, Enio Verri (PT-PR), líder do partido na Câmara, também lamentou a marca de 100 mil mortes causadas pelo coronavírus: “É um momento de muita tristeza e solidariedade aos familiares e àqueles que perderam seus entes queridos. É um momento de apoio àqueles que estão contaminados, mas também um momento de denúncia por um presidente da República que não acredita nessa doença, e que não acredita que a população está morrendo Ou se acredita, não faz nada para evitar. Afinal, para ele é apenas uma gripezinha. Acaba indicando remédios que a própria ciência nega e, principalmente, nega a importância do distanciamento social. Jair Bolsonaro, você é responsável por essas mortes e você vai pagar por isso”.

O governador Flávio Dino (PCdoB-MA) declarou: “Quem disse que poucos morreriam? Quem gerou aglomerações em passeios irresponsáveis? Quem sabotou uso de máscaras? Quem debochou das mortes, alegando não ser coveiro? Quem divulgou remédios milagrosos sem ser médico? São as perguntas do Tribunal da História para Bolsonaro”.

O presidente do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP) também prestou solidariedade às 100 mil famílias de vítimas da tragédia sanitária: “Que a Ciência nos ajude a superar a DOENÇA. E que a FÉ nos ajude a superar a DOR”.

O líder do PSB na Câmara, deputado federal Alexandre Molon disse :”Toda a minha solidariedade aos brasileiros e brasileiras que perderam pessoas queridas para o coronavírus. E que os responsáveis por essa tragédia respondam por tanto descaso e irresponsabilidade”.

Outro político fluminense, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), afirmou: “100 mil mortos. E os familiares das vítimas ainda têm que lidar com esse tipo de gente. Isso é bolsonarismo, falta de compaixão e menosprezo pela vida”.

Equipe TV Democracia

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